Dólar registra queda forte em meio à calmaria global. Bolsa sobe

Às 12h40, moeda americana recuava 1,22%, cotada em R$ 5,97, abaixo do patamar de R$ 6,00, mantido nos últimos pregões

atualizado

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1 de 1 homem segurando dólares - Foto: Getty Images

No fim da manhã desta quinta-feira (5/12), o dólar acentuou de forma expressiva a queda registrada desde a abertura do mercado. Por volta das 12h40, a moeda americana recuava 1,22%, cotada em R$ 5,97 – abaixo, portanto, do patamar de R$ 6,00, mantido nos últimos pregões.

Na avaliação de Emerson Vieira Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa Investimentos, parte dessa baixa está associada à venda do dólar no mercado brasileiro, comum depois de períodos de alta. Esse tipo de movimento é chamado de “realização”, uma vez que os investidores colhem os lucros obtidos com o avanço da moeda em determinado período.

Vieira Junior observa ainda que o dólar cai nesta quinta-feira nos principais mercados globais. Na comparação com outras moedas fortes, ele apresenta redução de 0,66% frente ao euro e de 0,52% em relação à libra esterlina, do Reino Unido.

O dólar também perde para a maioria das moedas de países emergentes. Além do recuo frente ao real, ele leva a pior no confronto com o peso mexicano (-0,36%), o dólar australiano (-0,26%) e o rand sul-africano (-0,65%).

Compasso de espera

Os investidores globais estão em compasso de espera. Eles aguardam a divulgação nesta sexta-feira (6/12) de dados sobre o mercado de trabalho americano. Se eles vierem fracos, a tendência de queda do dólar pode se acentuar. Isso porque esse seria um sinal de que ocorrerá uma nova redução dos juros nos Estados Unidos.

O corte de juros atenua a atratividade dos títulos da dívida dos EUA, os Treasuries. Com isso, embora não de forma imediata, a economia americana passa a “sugar” um volume menor de dólares e aumenta o interesse dos investidores por ativos de maior risco, como ações negociadas em Bolsas de Valores.

A decisão sobre um eventual corte de juros nos EUA será tomada na próxima semana, entre os dias 10 e 11, pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Nas mesmas datas, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, definirá o valor da taxa básica brasileira, a Selic.

No ambiente interno, os investidores também aguardam os desdobramentos no Congresso Nacional do pacote de corte de gastos preparado pelo governo federal, que terminou “incluindo” a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Essas foram as principais fontes das fortes oscilações do dólar no mercado nacional nos últimos dias.

Bolsa

Às 12h40, a Bolsa brasileira (B3) operava em alta de 1,34%, aos 127.774 pontos. As ações da Petrobras registravam alta de 1,13%, depois que a estatal confirmou a maior descoberta de gás na Colômbia.

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