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Dólar passa a cair e Bolsa se segura com Focus e “rescaldo” de Powell

Na última sexta-feira (22/8), o dólar fechou em queda de 0,95%, cotado a R$ 5,426. Ibovespa disparou 2,57%, aos 137,9 mil pontos

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Imagens de notas de dólar - Metrópoles
1 de 1 Imagens de notas de dólar - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar passou a operar em baixa nesta segunda-feira (25/8), em um dia no qual os investidores ainda repercutem as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), Jerome Powell, na última sexta-feira (22/5), durante um simpósio da autoridade monetária norte-americana.

No cenário doméstico, o principal destaque deste início de semana é a divulgação da nova edição do Relatório Focus, do Banco Central (BC), com a percepção do mercado financeiro sobre alguns dos mais importantes indicadores da economia do país.


Dólar

  • Às 15h47, o dólar caía 0,3%, a R$ 5,41.
  • Mais cedo, às 14h29, a moeda norte-americana recuava 0,32% e era negociada a R$ 5,409.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,437. A mínima é de R$ 5,401.
  • Na última sexta-feira, o dólar fechou em queda de 0,95%, cotado a R$ 5,426.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula a moeda dos EUA acumula perdas de 3,28% no mês e de 12,36% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta, mas perdia força em relação ao início do pregão.
  • Às 15h52, o Ibovespa avançava 0,1%, aos 138,1 mil pontos, já perto da estabilidade.
  • No último pregão da semana passada, o indicador fechou em disparada de 2,57%, aos 137,9 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 3,49% em agosto e de 14,24% em 2025.

Relatório Focus

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo BC reduziram a projeção de inflação de 2025 pela 13ª semana consecutiva. É o que mostram os dados do relatório Focus divulgado nesta segunda-feira.

O mercado também reduziu as estimativas de inflação dos próximos dois anos. A previsão para 2028 não foi alterada em relação à semana anterior, conforme o Focus.

Veja como ficaram as estimativas para a inflação:

  • para 2025, recuou de 4,95% para 4,86%.
  • para 2026, caiu de 4,40% para 4,33%.
  • para 2027, passou de 4% para 3,97%.
  • para 2028, é de 3,8%.

O mercado financeiro também revisou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025, caindo de 2,21% para 2,18%. A projeção do PIB para 2026 também diminuiu, enquanto as estimativas para 2027 e 2028 não foram alteradas.

Veja como ficaram as projeções para o PIB

  • para 2026, passou de 1,87% para 1,86%.
  • para 2027, está em 1,87%.
  • para 2028, é de 2%.

O mercado ainda manteve, pela nona semana consecutiva, a projeção da Selic em 15% ao ano. Ou seja, os analistas não esperam novas elevações em 2025.

As previsões dos analistas para os demais anos seguem as mesmas:

  • Para 2026, os analistas projetam uma Selic de 12,5% ao ano.
  • Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 10,5% ao ano.
  • Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.

Otimismo com queda de juros nos EUA

Na última sexta-feira, em sua fala no Simpósio de Jackson Hole, conferência anual nos EUA que conta com a participação de dirigentes do Fed, Jerome Powell não cravou que os juros cairão no mês que vem, mas indicou que existe essa possibilidade. Foi o bastante para o otimismo tomar conta do mercado, o que levou à queda do dólar frente ao real e à disparada da bolsa brasileira.

“Embora o mercado de trabalho pareça estar em equilíbrio, trata-se de um equilíbrio curioso, resultante de uma desaceleração acentuada tanto na oferta quanto na demanda por trabalhadores”, afirmou Powell em seu discurso no simpósio do Fed.

Para o presidente do Fed, “essa situação incomum sugere que os riscos de queda no emprego estão aumentando”. “E, se esses riscos se materializarem, poderão fazê-lo rapidamente”, disse.

Powell prosseguiu: “Também é possível, no entanto, que a pressão de alta sobre os preços, devido às tarifas, possa estimular uma dinâmica inflacionária mais duradoura, e este é um risco a ser avaliado e administrado”.

“A estabilidade da taxa de desemprego e outras medidas do mercado de trabalho nos permitem prosseguir com cautela ao considerarmos mudanças em nossa política monetária. No entanto, com a política em território restritivo, a perspectiva básica e a mudança no equilíbrio de riscos podem justificar ajustes em nossa postura”, completou o chefe da autoridade monetária norte-americana.

As declarações do presidente do Federal Reserve indicam que é real a possibilidade de a autoridade monetária iniciar o ciclo de queda da taxa de juros a partir da próxima reunião, nos dias 16 e 17 de setembro.

No fim de julho, o Fed anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros acontece nos dias 16 e 17 de setembro.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,7% em julho, na base anual, mesmo resultado registrado em junho. Na comparação mensal, o índice foi de 0,2%, ante 0,3% em junho.

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024. A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para conter a inflação.

Até o fim de 2025, o BC dos EUA tem programadas mais três reuniões de política monetária – em setembro, outubro e dezembro. Nas últimas semanas, ganhou força entre os analistas do mercado a tese de que o Fed deve começar a baixar os juros possivelmente a partir da próxima reunião, no mês que vem.

De acordo com economistas e analistas consultados pela reportagem do Metrópoles, embora a maioria do mercado já apostasse no início do ciclo de cortes pelo Fed, a fala do chefe da autoridade monetária foi considerada ainda mais enfática nessa direção.

Nesta segunda-feira, os investidores também vão monitorar os discursos de Lorie Logan, dirigente do Fed de Dallas, e John Williams, presidente do Fed de Nova York.

Análise

Segundo Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, o primeiro pregão da semana pode ser marcado por “uma movimentação de correção nas bolsas, até por causa do grande otimismo” de sexta-feira.

“Hoje tivemos os dados do Boletim Focus, com mais uma expectativa de inflação para baixo no Brasil, o que é muito positivo. Além disso, as projeções para 2026 e 2027 também recuaram”, observa. “Na agenda dessa semana, entre os destaques de dados, teremos o IPCA-15, que é sempre importante e reflete nas decisões do Copom. Também temos o PIB dos EUA, que o mercado vai olhar de perto.”

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