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Dólar avança e Bolsa cai forte com Bolsonaro e reação de Lula a Trump

Na véspera, dólar encerrou a sessão em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,547. Ibovespa, principal índice da B3, estável, com leve alta de 0,04%

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1 de 1 Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O dólar operava em alta na tarde desta sexta-feira (18/7), em um dia de agenda econômica mais esvaziada no Brasil, no qual os investidores repercutem o pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em rede nacional de TV, sobre o tarifaço comercial imposto pelo governo dos Estados Unidos.


Dólar

  • Às 14h58, o dólar subia 0,59%, a R$ 5,579.
  • Mais cedo, às 13h08, a moeda norte-americana avançava 0,27% e era negociada a R$ 5,563.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,579. A mínima é de R$ 5,524.
  • Na véspera, o dólar encerrou a sessão em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,547.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,08% no mês e perdas de 10,24% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte baixa no pregão.
  • Às 15h01, o Ibovespa recuava 1,47%, aos 133,5 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão estável, com leve alta de 0,04%, aos 135,5 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa acumula acumula baixa de 2,37% em julho e valorização de 12,7% em 2025.

Lula reage a Trump na TV

Lula foi à TV na noite dessa quinta-feira (17/7) e enumerou as ações do governo para contornar a taxação de 50% a produtos brasileiros, imposta pelos EUA a partir de 1º de agosto. No vídeo, de mais de 4 minutos, o petista chamou a carta que o presidente norte-americano Donald Trump enviou ao Brasil de “chantagem inaceitável” e foi enfático ao afirmar que “não há vencedores em guerras tarifárias”.

“Realizamos mais de 10 reuniões com o governo dos Estados Unidos e encaminhamos, em 17 de maio, uma proposta de negociação. Esperávamos uma resposta, e o que veio foi uma chantagem inaceitável, em forma de ameaças às instituições brasileiras, e com informações falsas sobre o comércio entre o Brasil e os EUA”, disse.

Sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula reservou parte de seu pronunciamento para criticar políticos brasileiros que, segundo ele, estariam apoiando a medida norte-americana. “Minha indignação é ainda maior ao saber que esse ataque ao Brasil conta com o apoio de alguns políticos brasileiros. São verdadeiros traidores da pátria. Apostam no ‘quanto pior, melhor’. Não se importam com a economia do país nem com os prejuízos causados ao nosso povo.”

O presidente também abordou a atuação de plataformas digitais no país e reiterou que empresas estrangeiras devem se submeter às leis brasileiras. “No Brasil, ninguém está acima da lei. É preciso proteger as famílias brasileiras de indivíduos e organizações que utilizam as redes digitais para aplicar golpes e fraudes, cometer crimes de racismo, incentivar a violência contra as mulheres, atacar a democracia, além de espalhar ódio, violência e bullying entre crianças e adolescentes — em alguns casos, levando à morte — e desacreditar as vacinas”, declarou.

Lula defendeu o diálogo com diferentes setores da sociedade como forma de enfrentar os impactos econômicos da taxação. “Estamos nos reunindo com representantes dos setores produtivos, da sociedade civil e de órgãos fiscalizadores. Esta é uma grande ação conjunta, que envolve a indústria, o comércio, o setor de serviços, o setor agrícola e os trabalhadores.”

O presidente ainda afirmou que o Brasil continuará apostando nas relações diplomáticas com os EUA e com outros parceiros internacionais. “Seguiremos apostando nas boas relações diplomáticas e comerciais, não apenas com os Estados Unidos, mas com todos os países do mundo”, disse. “A primeira vítima de um mundo sem regras é a verdade.”

Em defesa do comércio brasileiro, Lula contestou as alegações de práticas desleais. “São falsas as alegações sobre práticas comerciais desleais por parte do Brasil. Os Estados Unidos acumulam, há mais de 15 anos, superávit comercial de 410 bilhões de dólares.”

O presidente também rebateu críticas ao sistema de pagamentos brasileiro, alvo indireto da carta de Trump. “O Pix é do Brasil. Não aceitaremos ataques ao Pix, que é um patrimônio do nosso povo. Temos um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo — e vamos protegê-lo.”

Lula encerrou o pronunciamento com um apelo à união nacional e à confiança no país. “O Brasil é muito maior do que qualquer ameaça. Nossa força está na união do nosso povo. Juntos, com diálogo, coragem e amor pelo Brasil, vamos vencer mais esse desafio.”

Operação da PF contra Bolsonaro

As tensões políticas internas também impactam o mercado no último pregão da semana. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília.

Como informou a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, policiais federais fizeram buscas na casa de Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico, e no escritório político dele, na sede do PL.

A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também ordenou medidas restritivas contra o ex-presidente. Entre elas:

1) Uso de tornozeleira eletrônica;

2) Proibição de contato com o filho Eduardo Bolsonaro;

3) Proibição do uso de redes sociais;

4) Proibição de se aproximar de embaixadas.

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