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Dólar opera estável e Bolsa cai com “shutdown” nos EUA e isenção do IR

Na véspera, o dólar terminou a sessão próximo da estabilidade, com leve alta de 0,02%, a R$ 5,323. Ibovespa também fechou estável

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O dólar voltou a operar perto da estabilidade nesta quarta-feira (1º/10), no primeiro pregão do mês, em meio à repercussão da paralisação de diversos serviços do governo dos Estados Unidos em função da não aprovação do Orçamento pelo Congresso norte-americano, o que gera forte incerteza no mercado.

No cenário doméstico, as atenções estão voltadas para a Câmara dos Deputados, que deve votar nesta quarta o projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil, proposta de interesse do governo federal.


Dólar

  • Às 15h42, o dólar caía 0,06%, a R$ 5,32, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 13h29, a moeda norte-americana avançava 0,13% e era negociada a R$ 5,329.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,336. A mínima é de R$ 5,295.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão próximo da estabilidade, com leve alta de 0,02%, cotado a R$ 5,323.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumulou perdas de 1,83% em setembro. No acumulado do ano, a desvalorização é de 13,87% frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), que abriu em alta, passou a operar no vermelho.
  • Às 15h45, o Ibovespa recuava 0,52%, aos 145,4 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão praticamente estável, em baixa de 0,07%, aos 146,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumulou ganhos de 3,4% no mês passado. Em 2025, a alta é de 21,58% até aqui.

“Shutdown” nos EUA

O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, entrou em “shutdown” nesta quarta-feira, diante da falta de acordo entre democratas e republicanos no Congresso para estender o financiamento federal.

O colapso nas finanças significa que funções governamentais cruciais – desde serviços de empréstimo para pequenas empresas a parques nacionais e treinamento profissional para veteranos – serão congeladas até que os legisladores aprovem mais verbas.

O congelamento ocorreu em razão de os democratas do Senado terem bloqueado um pacote temporário de financiamento criado para dar aos legisladores mais tempo para negociar projetos de lei de gastos para o ano inteiro, o que a Câmara controlada pelo Partido Republicano já havia aprovado.

É a primeira paralisação governamental em quase sete anos. A última ocorreu durante o primeiro mandato presidencial de Trump (2017-2021), quando as funções governamentais foram suspensas durante 35 dias, em dezembro de 2018.

Câmara deve votar isenção do IR

No front interno, o mercado acompanha o avanço da proposta de isenção do IR até R$ 5 mil no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados deve votar hoje o Projeto de Lei (PL) 1.087/2025, cujo texto é relatado pelo ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL). A proposta inicial previa zerar o IR para quem ganha até R$ 5 mil, mas o deputado ampliou a isenção parcial para o recorte de quem ganha até R$ 7.350.

Lira manteve a alíquota de 10% sobre quem ganha entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão por ano. Segundo o relator, essa taxação cria superávit para as contas públicas e possibilita a ampliação da desoneração de quem ganha R$ 7.350. Ao todo, cerca de 10 milhões de pessoas serão beneficiadas pelas mudanças.

O parecer de Lira foi apresentado e aprovado por uma comissão especial em 16 de julho. Em acordo com o governo, não incluiu medidas de aumento de arrecadação e determinou que a União estabeleça mecanismos para compensar a perda de arrecadação de estados e municípios.

Portanto, a parte da compensação está comprometida. Ainda não há acordo com os municípios por causa da arrecadação, que pode ter R$ 10 bilhões a menos retidos na fonte.

Em reunião com integrantes da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) realizada nessa terça-feira (30/9), o ex-presidente da Câmara afirmou que cabe ao plenário se debruçar sobre os métodos de compensação da proposta.

“Ninguém vai se posicionar contra a isenção. Nenhum deputado vai votar contra. Agora, há dúvidas quanto à compensação, que deve ser discutido no plenário”, declarou Lira.

Em 21 de agosto, foi aprovada a urgência do texto, o que significa que poderia ser pautado no plenário da Casa a qualquer momento. Na semana passada, Lira foi até o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para costurar o texto e levar para a votação.

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