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Ibovespa bate novo recorde e vai a 153 mil pontos pré-Copom. Dólar cai

Na véspera, dólar terminou a sessão em alta de 0,77%, cotado a R$ 5,398. Ibovespa subiu 0,17%, aos 150,7 mil pontos, sétimo recorde seguido

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1 de 1 Imagem de reflexo de painel da Bolsa de Valores do Brasil - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O dólar operava em queda nesta quarta-feira (5/11), dia no qual as atenções do mercado financeiro estão voltadas à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

A autoridade monetária anuncia no início da noite a nova taxa básica de juros, após a penúltima reunião do Copom em 2025. A tendência é a de que a Selic seja mantida nos atuais 15% ao ano, o maior patamar dos juros em quase duas décadas.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a renovar sua máxima histórica intradiária (durante o pregão) e ultrapassou a marca de 153 mil pontos.


Dólar

  • Às 14h20, o dólar caía 0,78%, a R$ 5,357.
  • Mais cedo, às 12h57, a moeda norte-americana recuava 0,66% e era negociada a R$ 5,364.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,405. A mínima é de R$ 5,354.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em alta de 0,77%, cotado a R$ 5,398.
  • Com o resultado, a moeda dos Estados Unidos acumula ganhos de 0,35% em novembro e perdas de 12,64% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, que abriu o pregão em baixa, mudou o sinal, passou a subir forte e voltou a bater o recorde histórico.
  • Às 14h23, o Ibovespa avançava 1,55%, aos 153 mil pontos.
  • Durante o pregão, o índice vem renovando suas máximas históricas, sucessivamente. O recorde até este momento é de 153.125,44 pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,17%, aos 150,7 mil pontos, cravando seu sétimo recorde consecutivo de fechamento.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula alta de 0,78% no mês e de 25,29% no ano.

Juros no Brasil

O principal destaque do dia é a decisão do Copom sobre a taxa Selic. Atualmente, os juros básicos no Brasil estão em 15% ao ano, maior nível desde 2006.

A expectativa da maioria dos analistas do mercado é a de que a autoridade monetária mantenha os juros inalterados, como ocorreu na última reunião do Copom, em setembro. Os investidores aguardam o comunicado que acompanha o anúncio, e grande parte do mercado espera por um abrandamento da análise da conjuntura feita pelo Copom.

“O clima é de otimismo, especialmente em torno da ata, que poderá trazer maior clareza sobre quando teremos os próximos cortes na Selic”, afirma Gabriel Redivo, sócio da Aware Investments.

A expectativa do mercado está ancorada nas sinalizações do BC sobre o assunto. No último comunicado, o Copom afirmou que o cenário atual está marcado por incertezas e exige cautela na condução da política monetária.

“O comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, diz o Copom.

Na terça-feira (4/11), ao participar de um evento em São Paulo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), voltou a defender a redução da taxa básica de juros da economia brasileira.

“Não tem como manter 10% de juro real, já que a inflação é de 4,5%. Eu tenho alergia à inflação, mas é uma questão de razoabilidade. A dose do remédio pode virar veneno. Há pouca diferença na dose para transformar o remédio em veneno”, alertou Haddad sobre a taxa de juros no país.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Mais balanços

Além dos olhos voltados à decisão do Copom, o mercado segue monitorando a temporada de balanços corporativos no Brasil e nos EUA.

No mercado doméstico, são esperados nesta quarta-feira os resultados trimestrais de empresas como Eletrobras, Minerva e Petz. No exterior, divulgarão seus balanços o McDonald’s e a Toyota.

Na terça-feira, o maior destaque da agenda de balanços foi o Itáu, que divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2025. O banco fechou o período entre julho e setembro com um lucro líquido de R$ 11,9 bilhões, o que representou um crescimento de 11,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com as estimativas médias de analistas consultados pela Reuters, o lucro do Itaú seria de R$ 11,87 bilhões.

Segundo o balanço divulgado pelo banco, a margem financeira do Itaú ficou em R$ 31,4 bilhões no terceiro trimestre, com alta anual de 10,1%.

Gol aprova saída da Bolsa

Ainda no cenário interno, os investidores repercutem a decisão dos acionistas da Gol de aprovar uma reestruturação da empresa que resultará na saída da Bolsa de Valores do Brasil.

A própria companhia havia anunciado, no mês passado, a intenção de fechar capital e deixar a Bolsa brasileira.

De acordo com a empresa, a medida faz parte de uma estratégia de reduzir custos, simplificar a estrutura e consolidar a reestruturação iniciada após o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, concluído em junho deste ano.

Na prática, isso significa que a Gol deixará de ter ações abertas e passará a ser privada, controlada pelo Grupo Abra. O processo ainda depende da aprovação de órgãos regulatórios.

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