Dólar cai e Bolsa oscila com Focus, Haddad e Fórum Econômico de Davos

Na sessão da última sexta-feira (16/1), o dólar fechou em alta de 0,08%, cotado a R$ 5,373. Ibovespa caiu 0,46%, aos 164,7 mil pontos

atualizado

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1 de 1 Imagem de notas de dólar norte-americano - Metrópoles - Foto: Yevgen Romanenko/Getty Images

O dólar operava em baixa, nesta segunda-feira (19/1), em um dia que deve ser de liquidez reduzida nos mercados em função de um feriado nos Estados Unidos.

No cenário doméstico, os investidores repercutem as novas projeções do Relatório Focus, do Banco Central (BC), sobre indicadores como inflação e o Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil.

Também estão no radar a entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao portal UOL e o início do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça).


Dólar

  • Às 15h18, o dólar caía 0,25%, a R$ 5,359.
  • Mais cedo, às 13h07, a moeda norte-americana recuava 0,29% e era negociada a R$ 5,358.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,382. A mínima é de R$ 5,346.
  • Na sessão da última sexta-feira (16/1), o dólar fechou em alta de 0,08%, cotado a R$ 5,373.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,12% frente ao real em 2026.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava perto da estabilidade no pregão.
  • Às 15h35, o Ibovespa recuava 0,01%, aos 164,7 mil pontos.
  • No último pregão, na sexta-feira, o indicador registrou perdas de 0,46%, aos 164,7 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 2,32% no ano.

Relatório Focus

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo BC reduziram a estimativa de inflação para 4,02% em 2026, ou seja, abaixo do teto da meta. Em relação ao PIB, houve manutenção. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira.

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 4,02%, ante 4,05% da semana anterior. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi mantida em 1,8%.

Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,33% em novembro. No ano de 2025, a inflação acumulou alta de 4,26%, o que representa o estouro do centro da meta em 2025, mas valor abaixo do teto. Para 2027, o índice esperado foi mantido em 3,8%.

Ainda de acordo com o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,8%, a mesma projeção da semana passada. Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,80%. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%.

Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para o fim de 2026 em 12,25% ao ano.

Para 2027, a projeção foi mantida em 10,5% ao ano. Para 2028, o mercado aumentou a estimativa para a Selic de 9,88% para 10% ao ano.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida em 15%. A próxima reunião do colegiado está marcada para 27 e 28 de janeiro.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Os analistas consultados pelo BC também mantiveram a projeção para o dólar em 2026 em R$ 5,50.

Haddad e outros ministros de saída

Ainda no âmbito nacional, os investidores seguem acompanhando de perto a movimentação na cúpula do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prepara a saída de diversos ministros neste ano eleitoral. Muitos devem ser candidatos nas eleições de outubro deste ano.

Uma das saídas que devem movimentar o mercado é a do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que já anunciou que pretende deixar a pasta até o fim do mês. O nome mais cotado para sucedê-lo à frente do ministério é o do atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, o número 2 de Haddad.

Embora tenha afirmado diversas vezes que não quer ser candidato a nenhum cargo nas eleições deste ano, Haddad vem sofrendo grande pressão interna no PT para se lançar ao Senado ou ao governo do estado de São Paulo. O ainda ministro prefere se concentrar na campanha de Lula à reeleição. Nesta segunda-feira, este foi um dos assuntos sobre os quais Haddad falará em entrevista ao portal UOL.

A expectativa para este ano é que cerca de 20 ministros deixem seus cargos ao longo do primeiro semestre para disputar vagas nos Executivos estaduais ou no Congresso Nacional. Antes disso, porém, a maioria deve ter conversa direta com Lula para definir seus respectivos futuros políticos.

Alguns auxiliares já têm destino traçado, como é o caso do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), que deve concorrer ao governo de Alagoas. Já o titular de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), planeja disputar vaga no Senado por Pernambuco.

Outros ministros, no entanto, ainda aguardam avaliação do presidente. É o caso da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), que tem sido sondada por diferentes partidos para eventual mudança de legenda.

Entre os ministros que devem entrar na corrida de 2026, estão Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura e Pecuária, e Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia, que devem tentar vagas no Senado por seus estados.

Também devem buscar mandato na Câmara o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD-PE), e o titular do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT-SP). Já o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT-PE), pretende retornar à Câmara dos Deputados após seis mandatos consecutivos.

Outros auxiliares também devem disputar vagas na Câmara, como Jader Filho (MDB-PA), das Cidades; Anielle Franco (PT-RJ), da Igualdade Racial; Macaé Evaristo (PT-MG), dos Direitos Humanos e da Cidadania; e Sônia Guajajara (PSOL-SP), dos Povos Indígenas.

Tebet avalia opções como disputar o governo de São Paulo ou vaga no Senado por Mato Grosso do Sul, seu estado de origem. A definição, contudo, depende de conversa com Lula, prevista para ocorrer até o fim de janeiro.

Situação semelhante vive a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). O nome dela é ventilado para uma candidatura ao Senado por São Paulo em 2026, mas ainda não há definição sobre a legenda, diante da possibilidade de saída da Rede.

Marina tem sido procurada por PT, PSOL e PSB, e também está na expectativa de uma reunião com Lula, esperada para janeiro, mas ainda sem data definida.

O prazo-limite para a saída dos ministros que pretendem concorrer é abril, conforme determina o calendário eleitoral para a desincompatibilização de cargos no Executivo federal.

Fórum Econômico Mundial

Com o feriado nos EUA, as atenções do mercado, no front internacional, se voltam para a abertura da 56ª edição do Fórum Econômico Mundial, em Davos (Suíça). O encontro anual, considerado a grande vitrine do livre comércio, reúne líderes globais de mais de 100 países.

Em 2026, o evento tem como tema central “o espírito de diálogo”, em um momento global delicado e marcado por uma série de tensões geopolíticas entre algumas das maiores potências do planeta. O presidente dos EUA, Donald Trump, é esperado no fórum.

Centenas de manifestantes começaram, no último sábado (17/1), no leste da Suíça, a marchar em direção a Davos, onde devem promover protestos. Cerca de 600 pessoas deixaram a cidade de Küblis, segundo a agência de notícias suíça Keystone‑ATS. Nos cartazes, era possível ler slogans como “Democracia em vez da ditadura do WEF” (sigla em inglês do Fórum Econômico Mundial) e “Democracia em vez da oligarquia”.

Os manifestantes convocaram a mobilização “pela justiça social” e afirmam que lutam “por um mundo em que todos tenham o suficiente para viver”, segundo o site do grupo.

O presidente Lula, que ainda não foi a Davos desde que tomou posse para seu terceiro mandato no Brasil, não deve participar novamente do fórum – até o momento, pelo menos, não há confirmação da presença do líder brasileiro. Entre os nomes do primeiro escalão do governo, até agora, o único confirmado em Davos é o da ministro do Planejamento, Simone Tebet.

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