Lula articula saídas dos ministérios com foco em cabos eleitorais

Cerca de 20 ministros devem deixar o primeiro escalão do governo para disputar o pleito, e definição passa por articulação do presidente

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula
1 de 1 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou o ano de 2026 manejando o tabuleiro político do governo de olho nas próximas eleições. A expectativa para este ano é que cerca de 20 ministros deixem seus cargos ao longo do primeiro semestre para disputar vagas nos Executivos estaduais ou no Congresso Nacional. Antes disso, porém, a maioria deve ter conversa direta com o presidente para definir seus respectivos futuros políticos.

Alguns auxiliares já têm destino traçado, como é o caso do ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB-AL), que deve concorrer ao governo de Alagoas. Já o titular de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), planeja disputar vaga no Senado por Pernambuco.

Outros ministros, no entanto, ainda aguardam avaliação do presidente. É o caso da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, que tem sido sondada por diferentes partidos para eventual mudança de legenda.


Ministros e ano eleitoral

  • Entre os ministros que devem entrar na corrida de 2026, estão Carlos Fávaro (PSD-MT), da Agricultura e Pecuária, e Alexandre Silveira (PSD-MG), de Minas e Energia, que devem tentar vagas no Senado por seus estados.
  • Também devem buscar mandato na Câmara o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD-PE), e o titular do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT-SP).
  • Já o ministro da Previdência, Wolney Queiroz (PDT-PE), pretende retornar à Câmara dos Deputados após seis mandatos consecutivos.
  • Outros auxiliares também devem disputar vagas na Câmara, como Jader Filho (MDB-PA), das Cidades; Anielle Franco (PT-RJ), da Igualdade Racial; Macaé Evaristo (PT-MG), dos Direitos Humanos e da Cidadania; e Sônia Guajajara (PSol-SP), dos Povos Indígenas.

Tebet avalia opções como disputar o governo de São Paulo ou vaga no Senado por Mato Grosso do Sul, seu estado de origem. A definição, contudo, depende de conversa com o presidente Lula, prevista para ocorrer até o fim de janeiro.

Situação semelhante vive a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O nome dela é ventilado para uma candidatura ao Senado por São Paulo em 2026, mas ainda não há definição sobre a legenda, diante da possibilidade de saída da Rede.

Marina tem sido procurada por PT, PSol e PSB, e também está na expectativa de uma reunião com o petista, esperada para janeiro, mas ainda sem data definida.

Lula articula saídas dos ministérios com foco em cabos eleitorais - destaque galeria
3 imagens
Lula articula saídas dos ministérios com foco em cabos eleitorais - imagem 2
Lula com Simone Tebet e Marina Silva
Caiado afirma que Lula está peparado para enfrentar apenas um candidato da direita em utubro
1 de 3

Caiado afirma que Lula está peparado para enfrentar apenas um candidato da direita em utubro

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Lula articula saídas dos ministérios com foco em cabos eleitorais - imagem 2
2 de 3

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Lula com Simone Tebet e Marina Silva
3 de 3

Lula com Simone Tebet e Marina Silva

Ricardo Stuckert/Divulgação

O presidente, contudo, já começou a tratar do tema com outros ministros. Nesta semana, teve um longo almoço com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quando foi tratado do desejo de que Haddad esteja no palanque governista em São Paulo. O titular da economia, contudo, tem resistido à ideia.

O prazo-limite para a saída dos ministros que pretendem concorrer é abril, conforme determina o calendário eleitoral para a desincompatibilização de cargos no Executivo federal.

A estratégia do presidente mira especialmente o Senado, e aliados avaliam que eleger ministros para a Casa é fundamental diante da ofensiva esperada da direita em 2026, com o objetivo de formar bancada oposicionista robusta. Uma das principais bandeiras desse campo político é alcançar número suficiente de senadores para avançar com pedidos de impeachment de ministros do STF.

Além disso, o presidente enfrentou derrotas relevantes no Congresso ao longo do terceiro mandato, cenário que poderia ser revertido com base governista mais sólida no Legislativo.

Durante a última reunião ministerial de 2025, em dezembro, Lula foi direto ao se dirigir aos auxiliares que pretendem disputar as eleições e pediu que “ganhem o cargo que vão disputar”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?