Dólar oscila e Bolsa sobe com inflação no Brasil e EUA, Lula e Trump

Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,2%, cotado a R$ 5,386. Ibovespa fechou o pregão em alta de 0,59%, aos 145,7 mil pontos

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O dólar operava perto da estabilidade nesta sexta-feira (24/10), na última sessão do mercado na semana, com os investidores repercutindo dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.

O mercado também segue em compasso de espera pela reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos EUA, Donald Trump, que deve ocorrer no próximo domingo (26/10), na Malásia.

Outro destaque é o encontro já confirmado entre Trump e o líder da China, Xi Jinping, no dia 30, em que ambos devem discutir a guerra comercial entre os dois países.

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), chegou a se aproximar de seu recorde intradiário (durante o pregão), cravando 147.239,77 pontos pela manhã.


Dólar

  • Às 14h50, o dólar subia 0,09%, a R$ 5,391, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 12h45, a moeda norte-americana avançava 0,05% e era negociada a R$ 5,388.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,403. A mínima é de R$ 5,362.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,2%, cotado a R$ 5,386.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,19% no mês e perdas de 12,84% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da B3, operava em alta no pregão.
  • Às 15h08, o Ibovespa avançava 0,3%, aos 146,1 mil pontos.
  • Na pontuação máxima do dia, o indicador cravou 147.239,77 pontos, perto do recorde histórico.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,59%, aos 145,7 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 0,35% em outubro e valorização de 12,15% em 2025.

Prévia da inflação no Brasil

De acordo com dados divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a “prévia” da inflação oficial do país, ficou em 0,18% em outubro.

O resultado deste mês ficou 0,3 ponto percentual abaixo do registrado em setembro (0,48%).

No acumulado do ano, o IPCA-15 tem alta de 3,94% e, nos últimos 12 meses, de 4,94%, abaixo dos 5,32% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro do ano passado, a taxa foi de 0,54%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, seis tiveram alta em outubro. O maior impacto positivo veio de transportes (0,41%), seguido por despesas pessoais (0,42%).

Alimentação e bebidas (-0,02%), grupo de maior peso no índice, teve queda de preços pelo quinto mês consecutivo. As demais variações ficaram entre o recuo de 0,64% de artigos de residência e o aumento de 0,45% em vestuário.

O resultado do IPCA-15 de outubro veio abaixo das estimativas dos analistas do mercado, que apontavam para um índice de 0,25% (mensal) e 5,02% (anual).

Inflação nos EUA

Outro destaque da agenda econômica nesta sexta-feira é a divulgação dos dados oficiais de inflação nos EUA. O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), divulgado pelo Departamento do Trabalho, é um dos principais referenciais para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) definir a taxa básica de juros no país.

Em setembro, o indicador ficou em 3%, na base anual, ante 2,9% registados em agosto. Na comparação mensal, o índice foi de 0,3%. A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não estivesse nesse patamar, o índice vinha se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024.

Em sua última reunião, em setembro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed reduziu os juros da economia norte-americana em 0,25 percentual. Eles estão situados no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano.

A próxima reunião do Fed acontece na semana que vem, nos dias 28 e 29. A expectativa majoritária do mercado é por mais dois cortes de 0,25 ponto percentual nos juros até o fim deste ano.

Lula e Trump

Os investidores também monitoram a agenda internacional do presidente Lula, que desembarcou em Kuala Lumpur, capital da Malásia, na madrugada desta sexta-feira, pelo horário de Brasília. O petista participará da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

A maior expectativa do mercado é pelo encontro entre Lula e Trump, possivelmente no próximo domingo, em que devem ser discutidas as tarifas comerciais de 50% aplicadas pela Casa Branca sobre grande parte dos produtos brasileiros exportados para os EUA.

Lula reafirmou que “não haverá veto” a qualquer assunto durante a reunião com Trump. Em entrevista a jornalistas ao final de uma visita à Indonésia, o petista comentou pontos que gostaria de discutir com o chefe da Casa Branca. Ele afirmou que quer mostrar números que comprovam que houve “equívoco” nas tarifas de 50% aplicadas ao Brasil, além das sanções impostas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Tenho toda disposição em defender os interesses do Brasil e mostrar que houve equívoco nas taxações. E eu quero provar isso com números. E também quero discutir um pouco a punição que foi dada a ministros brasileiros da Suprema Corte, que não tem nenhuma explicação, nenhum entendimento”, disse Lula.

“Eu quero ter a oportunidade de dizer para o Trump o que o Brasil espera dos EUA e dizer para ele o que o Brasil tem para oferecer. Eu já disse por telefone: ‘Não existe veto a nenhum assunto’. Não tem assunto proibido para um país do tamanho do Brasil conversar com um país do tamanho dos EUA. Portanto, vai ser uma reunião livre”, completou.

Trump e Xi Jinping

Ainda em relação à guerra comercial, os investidores também repercutem a confirmação do encontro entre Donald Trump e o líder da China, Xi Jinping, na semana que vem.

Nessa quinta-feira (23/10), a Casa Branca confirmou que Trump viajará para a Malálisa e, na sequência, passará por Japão e Coreia do Sul, onde se encontrará com Xi.

O encontro entre os líderes das duas maiores potências econômicas do planeta ocorrerá na próxima quinta-feira, dia 30. A expectativa é a de que haja avanço nas negociações comerciais entre Washington e Pequim.

Nos últimos dias, os mercados reagiram negativamente a relatos de uma possível nova escalada nas tensões comerciais entre os dois países, após notícias de que a Casa Branca planeja impor restrições a exportações de produtos baseados em software para o país asiático.

Nesta sexta-feira, após a confirmação da reunião entre Trump e Xi, os principais índices das bolsas de valores da Ásia fecharam em alta. Na China continental, as ações em Xangai atingiram as máximas em dez anos.

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