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Dólar sobe e Bolsa bate recorde com trégua EUA-China, Caged e balanços

Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve queda de 0,03%, cotado a R$ 5,358. Ibovespa bateu recorde no fechamento, aos 148,6 mil pontos

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Imagens de notas de dólar - Metrópoles
1 de 1 Imagens de notas de dólar - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar operava em alta nesta quinta-feira (30/10), em meio à repercussão da trégua entre Estados Unidos e China na guerra comercial que se arrastava desde o início do ano.

Além de repercutir a reunião entre os líderes Donald Trump e Xi Jinping, os investidores estão atentos à divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pelo Ministério do Trabalho.

Outro destaque do dia são os balanços corporativos referentes ao terceiro trimestre de 2025, tanto no Brasil quanto nos EUA.


Dólar

  • Às 14h56, o dólar subia 0,4%, a R$ 5,38.
  • Mais cedo, às 13h12, a moeda norte-americana avançava 0,47% e era negociada a R$ 5,384.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,396. A mínima é de R$ 5,367.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve queda de 0,03%, cotado a R$ 5,358, praticamente estável.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 0,67% no mês e perdas de 13,3% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), que abriu em baixa, mudou o sinal, passou a operar em alta e renovou sua máxima histórica intradiária (durante o pregão).
  • Às 14h59, o indicador subia 0,26%, aos 149 mil pontos.
  • Mais cedo, às 12h03, o Ibovespa avançava 0,4%, aos 149.234,04 pontos, novo recorde, após bater sucessivas máximas pouco antes.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,82%, aos 148,6 mil pontos, batendo seu recorde histórico, pela primeira vez acima dos 148 mil pontos. Na máxima do dia, bateu 149.067,16 pontos, até então o recorde intradiário.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula alta de 1,64% em outubro e de 23,57% em 2025.

Acordo entre EUA e China

O grande destaque desta quinta-feira nos mercados é a repercussão da trégua comercial entre EUA e China, anunciada após o encontro entre Trump e Xi Jinping, que aconteceu no fim da noite de quarta-feira (29/10), pelo horário de Brasília, em Busan (Coreia do Sul).

Trump decidiu pela redução das tarifas dos EUA sobre produtos chineses. A alíquota, que estava em 57%, será de 47%, uma diminuição de dez pontos percentuais. Em contrapartida, Pequim prometeu uma trégua na medida que exige licença para exportar produtos com terras raras chinesas e a retomada das compras de soja de agricultores norte-americanos, além de ações contra o comércio ilegal de fentanil.

Segundo Trump, a reunião foi “incrível”. Até o momento, as medidas divulgadas sobre o encontro foram anunciadas pelo presidente norte-americano no voo de volta a Washington.

“Toda a questão das terras raras já foi resolvida”, disse Trump. “E isso vale para o mundo todo, pode-se dizer que era uma situação mundial, não apenas uma situação dos EUA. Não há nenhum obstáculo para o acesso às terras raras. Espero que isso desapareça do nosso vocabulário por um tempo.”

Trump e Xi concordaram em realizar visitas de Estado recíprocas no ano que vem. O norte-americano será esperado em Pequim em abril, enquanto Xi deve ir à capital dos EUA depois disso.

Emprego no Brasil

No cenário doméstico, as atenções estão voltadas à divulgação dos dados do Caged pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com informações sobre a geração de empregos formais no país.

Desde janeiro de 2020, o Ministério do Trabalho passou a adotar um novo sistema de acompanhamento do emprego formal no Brasil. O antigo Caged foi substituído por dados do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para parte das empresas. Órgãos públicos e organizações internacionais que contratam celetistas continuam obrigados a enviar informações por meio do Caged.

O Novo Caged consolida dados do eSocial, do Caged e do Empregador Web, permitindo o acompanhamento detalhado da evolução do emprego formal, com recortes geográficos, setoriais, ocupacionais, por gênero e por faixa etária.

Em agosto, o Brasil abriu 147.358 vagas de emprego formal, segundo o último dado do Caged. Foi o pior resultado para o mês desde 2020, início da série histórica do levantamento.

Para setembro, a média das estimativas de analistas do mercado aponta para a criação de 182,5 mil vagas.

Balanços

Os investidores também seguem acompanhando a temporada de balanços corporativos no Brasil e nos EUA, com a divulgação dos resultados financeiros das empresas no terceiro trimestre de 2025. Nesta quinta-feira, serão conhecidos os resultados de companhias como Vale, Gerdau, Marcopolo, Motiva e Multiplan.

Nos EUA, as atenções estão voltadas para o desempenho das big techs. Na véspera, a Meta, gigante norte-americana de tecnologia e controladora de Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, reportou lucro líquido de US$ 2,71 bilhões (cerca de R$ 14,4 bilhões) no terceiro trimestre.

O desempenho da Meta no período entre julho e setembro de 2025 representa tombo de 83% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. O lucro por ação despencou de US$ 6,03 para US$ 1,05.

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