Trump diz que reduzirá tarifas aplicadas sobre a China após reunião com Xi

Presidente dos EUA disse que vai reduzir tarifas após fechar acordo sobre produtos químicos usados na produção de fentanil

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Trump embarca para os Estados Unidos
1 de 1 Trump embarca para os Estados Unidos - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou de volta para os Estados Unidos, na madrugada desta quinta-feira (30/10) — pelo horário de Brasília — após reunião bilateral com o líder da China, Xi Jinping, em Busan, na Coreia do Sul.

Em conversa com jornalistas dentro do Air Force One, Trump disse que o encontro com Xi foi “incrível” e que o presidente chinês se comprometeu a trabalhar ao máximo para reprimir o comércio ilícito de produtos químicos usados na produção de fentanil — um opioide que causa cerca de 70 mil mortes por ano nos EUA.

No começo deste ano, Trump impôs tarifa de 20% nas importações chinesas, alegando que Pequim falhava em conter o tráfico de fentanil.

“Como vocês sabem, impus uma tarifa de 20% sobre a China devido ao fentanil que entra no país, o que representa uma tarifa considerável. Reduzi em 10%, então agora é 10% em vez de 20%, com efeito imediato”, disse Trump.

O acordo incluiria também que a China retome as compras de soja dos EUA e mantenha o fluxo de exportações de terras raras.

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Encontro entre Trump e Xi Jinping, na Coreia do Sul
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Donald Trump e Xi Jinping
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Acordo comercial “em breve”

De acordo com a CNN Internacional, Trump relatou para jornalistas dentro do Air Force One que ele e Xi Jinping chegaram a um acordo comercial que pode ser assinado em breve.

“Acho que muito em breve, não temos muitos grandes obstáculos”, disse. “Temos um acordo. Agora, vamos renegociar o acordo todos os anos, mas acho que ele vai durar muito tempo.  É um acordo de um ano, e vamos prorrogá-lo depois desse período”, informou Trump à CNN.

No entanto, o presidente dos EUA não deu mais detalhes sobre o acordo com a China para os jornalistas.

Guerra comercial

  • Desde 2024, a rivalidade entre as potências evoluiu de um conflito tarifário para uma disputa estratégica por hegemonia tecnológica e energética.
  • Washington ampliou controles sobre exportações de chips de inteligência artificial, enquanto Pequim restringiu a venda de minerais críticos usados em eletrônicos e equipamentos militares.
  • A Casa Branca ameaça, agora, impor tarifas de até 155% sobre produtos chineses, caso não haja recuo.
  • Trump tenta recuperar credibilidade após um mês de paralisação do governo, enquanto Xi busca projetar estabilidade e poder de negociação.

Negociação comercial

O primeiro encontro desde que Trump retornou à Casa Branca pode ser interpretado como uma tentativa de reposicionar as relações entre Washington e Pequim em meio a um impasse que vai além do comércio. As duas maiores economias do mundo chegam à mesa de negociações pressionadas por crises internas e interesses globais divergentes.

O republicano aposta em um acordo rápido que reduza tarifas e alivie o peso político de uma guerra comercial impopular entre agricultores e industriais americanos. Xi, por sua vez, chega fortalecido, após consolidar poder interno e expandir a presença chinesa na Ásia, na África e na América Latina.

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