Dólar fica estável, mas Bolsa cai com maior tensão política e fiscal

Moeda americana registrou leve alta de 0,07%, a R$ 5,41, e Ibovespa fechou em queda de 0,59%, aos 141.791 pontos

atualizado

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar registrou alta de 0,07%, cotado a R$ 5,41, nesta segunda-feira (8/9). Por ser ínfimo, tal movimento indica estabilidade da moeda americana frente ao real. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,59%, aos 141.791 pontos.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que, embora num nível baixo, o dólar voltou a se valorizar no mercado doméstico. Isso em contraste com o movimento internacional, onde a moeda americana recuou diante da expectativa de cortes sequenciais de juros por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) até o fim do ano.

“No Brasil, a pressão veio da percepção de maior risco político e fiscal, o que levou investidores a buscar proteção cambial em meio à cautela que marca o início de uma semana carregada de indicadores, como o IPCA local e os índices de inflação nos EUA”, diz o analista.

Nesse contexto, acrescenta Shahini, o Ibovespa perdeu força após ensaiar alta inicial, influenciado pela desaceleração do petróleo e pela queda das ações de grandes bancos. “Isso enquanto os juros futuros acompanharam o avanço da moeda americana, refletindo um sentimento mais defensivo no pregão de hoje”, afirma.

Fatores de tensão

Ao citar a maior tensão política e fiscal, o analista refere-se aos rumores de que o governo dos Estados Unidos poderia ampliar os questionamentos a instituições financeiras em torna da Lei Magnitsky, aplicada contra o ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Isso eleva as incertezas sobre a relação entre EUA e Brasil, somando-se às preocupações já existentes em torno das questões tarifárias”, diz. A Magnitsky autoriza a Casa Branca a impor sanções contra estrangeiros envolvidos em corrupção ou graves violações de direitos humanos.

Atenções concentradas

Nesta semana, porém, as atenções do mercado estão concentradas nos dados sobre a inflação dos Estados Unidos, divulgados nesta semana. O relatório do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de agosto será anunciado na manhã de quarta-feira (10/9). No dia seguinte, saem os números do índice de preços ao consumidor (CPI).

Essas informações darão novas indicações sobre o atual fôlego da economia americana. Tal diagnóstico tornará mais nítida a previsão a respeito de cortes dos juros dos EUA. Entre os agentes de mercado, não restam dúvidas de que haverá redução da taxa atual, fixada entre 4,25% e 4,50%.

100% das apostas

Há 100% de apostas apontando que a baixa ocorrerá na próxima semana (na quarta-feira, 17/9), depois da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve. A questão é saber de quanto será o corte e quantos deles ocorrerão até o fim deste ano.

A redução das taxas de juros nos EUA tendem a ter forte impacto no mercado global. Ela diminui a pressão de alta sobre o dólar e torna mais atrativos os investimentos em ativos de risco, caso das ações negociadas em bolsas de valores.

Inflação no Brasil

No Brasil, nesta segunda-feira, o mercado acompanhou a divulgação da última edição do Boletim Focus, a pesquisa semanal realizada com economistas pelo Banco Central (BC). O levantamento mostrou que, depois de 14 semanas seguidas, as projeções para a inflação de 2025 pararam de cair e estacionaram em 4,85%. Para 2026 e 2026, no entanto, elas seguem em queda, atingindo, respectivamente, 4,30% e 3,93%.

Agora, os agentes econômicos esperam pelos dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A divulgação do indicador, que traz a inflação oficial do Brasil, ocorrerá na quarta-feira (10/7).

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