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Dólar recua e Bolsa opera estável com inflação nos EUA e PIB da China

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,584. Ibovespa, principal índice da Bolsa, caiu 0,65%, aos 135,2 mil pontos

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar operava em queda na tarde desta terça-feira (15/7), em um dia movimentado no mercado financeiro, com as atenções dos investidores voltadas para as duas maiores economias do mundo – Estados Unidos e China.

O principal destaque do dia é a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos EUA. O mercado também repercute o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) da China no segundo trimestre e continua monitorando as possíveis reações ao tarifaço comercial imposto pelo governo norte-americano.


Dólar

  • Às 15h50, o dólar caía 0,41%, a R$ 5,561.
  • Mais cedo, às 14h49, a moeda norte-americana recuava 0,15% e era negociada a R$ 5,575.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,603. A mínima é de R$ 5,535.
  • Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,584.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,76% em julho e perdas de 9,57% em 2025 frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava perto da estabilidade.
  • Às 15h57, o Ibovespa recuava 0,06%, aos 135,2 mil pontos, praticamente estável.
  • No dia anterior, o indicador fechou em baixa de 0,65%, aos 135,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 2,63% no mês e alta de 12,57% no ano.

Inflação nos EUA

O grande destaque da agenda internacional nesta terça-feira é a divulgação dos dados do Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação oficial do país, referentes ao mês de junho.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,7% em junho, na base anual, ante 2,4% registrados em maio.

Na comparação mensal, o índice foi de 0,3%, ante 0,1% em maio.

Os resultados da inflação nos EUA vieram em linha com os prognósticos do mercado. A média das estimativas era de 2,6% (anual) e 0,3% (mensal).

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024. A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para conter a inflação.

Atualmente, a taxa de juros nos EUA está no intervalo entre 4,25% e 4,5% ao ano – o percentual foi mantido inalterado na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Tarifaço de Trump

Os investidores também continuam acompanhando as possíveis reações às tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump. O Brasil, até o momento, é o país mais afetado, alvo de taxas de 50% sobre todos os produtos exportados aos norte-americanos.

O decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade e cria um comitê para desenhar a reação à taxação de 50% aos produtos brasileiros pelos EUA foi publicado nesta terça-feira. O texto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dará a base para as reuniões do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) com os setores produtivos mais atingidos pela medida anunciada por Trump.

A Lei de Reciprocidade Econômica foi aprovada com o apoio do agronegócio brasileiro como forma de se contrapor a restrições da União Europeia (UE) a produtos brasileiros, mas só foi aprovada pelo Congresso em abril, como reação ao primeiro tarifaço de Trump. Ela dá ao governo federal a possibilidade de adotar ações comerciais em resposta a medidas unilaterais de outras nações ou blocos econômicos.

A publicação do decreto dará segurança ao governo para realizar as reuniões com a indústria e com o agronegócio nesta terça. O vice-presidente Geraldo Alckmin será o coordenador do comitê e ouvirá os setores mais afetados pela tarifa de 50% anunciada por Trump ao Brasil.

O decreto deve tornar o comitê permanente, com possibilidade de ser acionado em caráter de urgência em caso de decisões comerciais de parceiros importantes, que ameacem o mercado brasileiro. A publicação oficializa Geraldo Alckmin como coordenador, e fixa a participação dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda).

O governo federal terá duas agendas separadas, uma com representantes da indústria e outra com nomes do agronegócio, para desenhar a resposta à taxação. Segundo Alckmin, que acumula à vice-presidência o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indústria (MDIC), estarão nomes das áreas de aviação, aço, alumínio, celulose, máquinas, calçados, sapatos, móveis e autopeças.

PIB da China surpreende

O desempenho da segunda maior economia do mundo ficou acima das expectativas do mercado no segundo trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira.

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS), o Produto Interno Bruto (PIB) do gigante asiático avançou 5,2% entre abril e junho de 2025, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O resultado superou ligeiramente a média das estimativas dos analistas do mercado, que projetavam um crescimento de 5,1%.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB da China registrou uma alta de 5,4%.Nos primeiros 6 meses de 2025, de acordo com o NBS, a economia da China cresceu 5,3%, também em relação ao mesmo período do ano passado. A meta do regime chinês é de um crescimento anual de pelo menos 5% em 2025.

No documento em que apresenta os números da economia no segundo trimestre do ano, o regime chinês afirma que o resultado positivo do PIB se deve às medidas adotadas pelo governo para enfrentar o tarifaço comercial imposto pelos EUA. “A economia nacional resistiu à pressão e enfrentou o desafio”, diz o governo chinês.

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