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Dólar cai e Bolsa sobe com acordos por tarifas e alívio no Orçamento

No dia anterior, o dólar fechou praticamente estável, em leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,56. Ibovespa subiu 0,1%, aos 134 mil pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Após alternar altas e baixas na abertura do mercado, o dólar operava em queda nesta quarta-feira (23/7), em meio à repercussão da reversão do contingenciamento de R$ 20,7 bilhões do Orçamento deste ano, anunciada na véspera pelo governo federal.

Os investidores também acompanham o noticiário envolvendo os primeiros acordos entre os Estados Unidos e países alvos das tarifas comerciais impostas pela Casa Branca. As novas taxas devem entrar em vigor no dia 1º de agosto.

Ainda no cenário externo, o mercado aguarda a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que definirá a taxa básica de juros. O anúncio será feito na quinta-feira (24/7).


Dólar

  • Às 15h29, o dólar caía 0,79%, a R$ 5,524.
  • Mais cedo, às 10h33, a moeda norte-americana recuava 0,21% e era negociada a R$ 5,556.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,578. A mínima é de R$ 5,516.
  • No dia anterior, o dólar fechou praticamente estável, em leve alta de 0,04%, cotado a R$ 5,56.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,46% em julho e perdas de 9,92% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
  • Às 15h31, o Ibovespa avançava 1,2%, aos 135,6 mil pontos.
  • Na véspera, o indicador fechou o pregão perto da estabilidade, em alta de 0,1%, aos 134 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 3,47% no mês e valorização de 11,43% no ano.

Fôlego no Orçamento

O governo federal decidiu, nessa terça-feira (22/7), reverter completamente o contingenciamento de R$ 20,7 bilhões do Orçamento deste ano. O bloqueio, por sua vez, saiu de R$ 10,6 bilhões para R$ 10,7 bilhões, um aumento de 0,1 bilhão em comparação ao 2º bimestre de 2025.

Esta é mais uma das medidas para cumprir a meta de gastos do arcabouço fiscal, como é chamada a nova forma de controle de gastos públicos.

A medida faz parte do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) do 3º bimestre, documento bimestral que avalia a evolução das receitas e despesas primárias do governo central. É por meio do relatório bimestral que a equipe econômica decide liberar ou conter gastos.

O alívio nas contas públicas vem após o Planalto reverter o impasse em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com a retomada da validade do decreto, o governo espera arrecadar R$ 12 bilhões em 2025.

O detalhamento da contenção, por órgão, ainda não saiu e estará em decreto a ser publicado em 30 de julho. Os órgãos deverão indicar onde serão feitos os bloqueios e contingenciamentos em até cinco dias úteis.

Tecnicamente, bloqueio e contingenciamento são duas coisas diferentes, embora sejam usadas como sinônimos. Enquanto o contingenciamento guarda relação com as receitas, o bloqueio é impactado pelas despesas.

O contingenciamento é necessário quando a receita não consegue comportar o cumprimento da meta de resultado primário (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida) estabelecida, que é de déficit zero em 2025. Ou seja, a arrecadação com impostos federais (quanto o governo tem nos cofres) é menor do que a projetada pela equipe econômica para o período.

Enquanto o bloqueio se faz necessário quando as despesas obrigatórias (como os benefícios previdenciários, pagamentos de pessoal e despesas mínimas para saúde e educação) crescem e o governo precisa cortar esses gastos. Nesse caso, a União pode escolher quais programas serão afetados pelos bloqueios.

O governo fez a primeira contenção no Orçamento em 22 de maio, na cifra de R$ 31,3 bilhões. Do montante congelado, R$ 10,6 bilhões foram bloqueados e R$ 20,7 bilhões contingenciados.

Para este ano, a meta fiscal é de déficit zero, ou seja, o equilíbrio das receitas e despesas das contas públicas. De acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, as projeções de 2026 até 2028 são de superávit.

Acordos sobre o tarifaço

O principal destaque do cenário econômico internacional continua sendo o tarifaço comercial imposto pelo governo de Donald Trump, dos EUA, contra diversos países do mundo.

Na terça-feira, Trump recuou e decidiu baixar a tarifa imposta contra o Japão para 15%, em um acordo classificado pelo presidente dos Estados Unidos como “gigantesco”. Por meio de um comunicado divulgado na rede social Truth Social, o líder norte-americano afirmou que o pacto prevê investimentos japoneses nos EUA na casa dos US$ 550 bilhões. A maior parte do lucro, cerca de 90%, deve ir para os cofres do país, destacou Trump.

Além disso, o presidente dos EUA afirmou que o Japão também deve abrir seu comércio para alguns itens. “Este acordo criará centenas de milhares de empregos – nunca houve nada parecido”, disse o presidente dos EUA. “Talvez o mais importante seja que o Japão abrirá o país ao comércio, incluindo carros e caminhões, arroz e alguns outros produtos agrícolas, entre outros.”

No início do mês, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre todos os produtos exportados do Japão para os EUA. Anteriormente, no chamado “Dia da Libertação”, a alíquota foi fixada em 24%.

Ainda na terça-feira, o presidente dos EUA já havia recuado em sua guerra tarifária. Após reunião na Casa Branca com o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, Trump reduziu a alíquota sobre produtos do país de 20% para 19%. O mesmo aconteceu com a taxa contra importações vindas da Indonésia, que foi de 32% para 19%.

Juros na Europa

Outro destaque desta semana é a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que decidirá a nova taxa de juros. O encontro está previsto para quinta-feira.

Em sua última reunião, a autoridade monetária europeia reduziu as taxas de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa de depósito caiu de 2,25% para 2%; a de refinanciamento, de 2,4% para 2,15%, e a de empréstimos, de 2,65% para 2,4%.

Na véspera, a maioria das principais bolsas de valores da Europa fechou em queda.

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