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Negócios

Dólar cai mesmo com alta do petróleo e à espera dos juros nos EUA

Moeda americana registra leve queda de 0,12% frente ao real, a R$ 5,11. Retomada dos conflitos no Oriente Médio eleva preço da commodity

29/07/2026 10:13, atualizado 29/07/2026 10:21
Jackal Pan/Getty Images
Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles

O dólar opera estável nesta quarta-feira (29/7), com leve queda de 0,12% frente ao real, cotado a R$ 5,11 (10h05). Na véspera, ele encerrou a sessão com alta de 0,20% em relação à moeda brasileira.

O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), abriu o pregão em baixa de 0,13%, aos 176,3 mil pontos. Na terça-feira (28/7), o indicador fechou em alta de 0,70%.

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Os mercados aguardam, na tarde desta quarta, a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), sobre a nova taxa de juros nos Estados Unidos. A previsão é de que ela seja mantida no atual intervalo entre 3,50% e 3,75%.

Há, contudo, uma questão pendente — que pode ter forte impacto entre os agentes econômicos. A dúvida é sobre qual será a indicação a respeito do próximo passo do Fomc, que acontecerá em nova reunião dos integrantes do órgão da política monetária americana em setembro.

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Nesse caso, a projeção dos analistas (55,4% de chances) é de uma alta de 0,25 ponto percentual, elevando a taxa para o intervalo entre 3,75% e 4,00%. Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a valorizar o dólar frente as demais moedas. Tal processo pode ter implicações negativas na inflação, por exemplo.

Juros no Brasil

No Brasil, depois de o IPCA-15 anotar alta de 0,06% em julho (e ter ficado bem abaixo da estimativa do mercado, que era de 0,20%), ganhou força a projeção de um novo corte dos juros básicos do país, a Selic, fixada atualmente em 14,25% ao ano. A redução deve ocorrer na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), na quarta-feira (5/8).

Volta à guerra

O pregão desta quarta-feira também ocorre em meio a uma mudança relevante no ambiente econômico global. A frágil trégua entre Estados Unidos e Irã foi rompida. Com isso, o preço do petróleo, que vinha numa tendência de queda desde o fim de semana, voltou a subir.

Às 9h50, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, avançava 5,56%, a US$ 86,64. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, anotava alta de 6,16%, a US$ 84,14.