Dólar cai e Bolsa desencanta em dia de bom humor no mercado nacional

Moeda americana recuou 0,32%, a R$ 5,41, e Ibovespa fechou em forte alta de 1,04%. Bom desempenho das commodities animou investidores

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

Os mercados de câmbio e ações atravessaram com razoável tranquilidade, nesta quarta-feira (27/8), as incertezas que têm marcado o cenário econômico interno e externo. Com isso, o dólar registrou queda de 0,32% frente ao real, cotado a R$ 5,41. Na véspera, ele havia subido 0,34%, a R$ 5,43. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em forte alta de 1,04%, aos 139.205 pontos, ante queda de 0,18% no dia anterior.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que o real se valorizou frente ao dólar, em um movimento contrário ao desempenho mais estável da moeda americana no exterior. “O bom humor local, sustentado pela alta do Ibovespa e pelo bom desempenho das commodities, principalmente o petróleo, impulsiona a entrada de fluxos e fortalece a divisa brasileira”, diz.

Ele observa que, apesar das incertezas externas e das pressões relacionadas ao cenário fiscal e comercial, o “ambiente doméstico mais favorável limita a força do dólar”. Tal quadro “abre espaço para um desempenho positivo do real”.

Mercado de trabalho

No quadro interno, os investidores acompanharam a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho no Brasil. Em julho, foram abertas 129,8 mil vagas formais de emprego, segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), reportadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O número foi o menor para o mês de julho desde 2020. Ele também ficou abaixo da expectativa dos agentes econômicos, que estimavam a criação de 135.577 novos postos no mês passado.

Futuro dos juros

Os últimos números do Caged reacendem, ao menos em termo potenciais, o debate sobre uma eventual antecipação do corte da taxa básica de juros no Brasil, a Selic, hoje fixada em 15% ao ano. Isso porque as informações indicam que o mercado de trabalho pode estar dando sinais de arrefecimento, depois de seguidas demonstrações de força.

A tese da queda de juros também ganhou força com as recentes estimativas de inflação, que têm caído de forma contínua. Na segunda-feira, elas baixaram pela 13ª vez seguida, segundo o Boletim Focus, que traz a pesquisa realizada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com economistas do mercado.

Na terça-feira, porém, as informações do IPCA-15 de agosto, que oferece uma prévia da inflação oficial do país, freou a eventual tendência de corte de juros. A inflação recuou 0,14%, ante previsão de queda de 0,19%.

Commodities

Houve, nesta quarta-feira, uma recuperação do preço do petróleo. Ele passou a subir depois que o Departamento de Energia dos Estados Unidos anunciou uma queda maior do que a esperada nos estoques da commodity no país.

Os contratos de petróleo para outubro do tipo WTI, que serve de referência para o mercado americano, fecharam em alta de 1,42%, a US$ 64,15 o barril. O tipo Brent, que baliza os negócios globais, também para novembro, subiu 1,10%, a US$ 67,44 o barril. Nesse quadro, as ações da Petrobras, que tem grande peso no Ibovespa, subiram 0,54% no pregão.

Fator Trump

O mercado internacional mantém-se atento a novos desdobramentos dos ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na segunda-feira (25/8). o republicano anunciou a demissão de Lisa Cook, uma das diretoras do órgão. Trump a acusa de suposta fraude envolvendo contratos de hipoteca.

Lisa Cook, porém, negou as acusações e alegou que o presidente dos EUA não tem autonomia para afastá-la do cargo. Por isso, disse que não renunciará. Ela é a primeira mulher negra a ocupar o posto, para o qual foi indicada em 2022, pelo então presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, adversário de Trump.

Ainda no cenário externo, há forte expectativa em torno da divulgação do balanço da Nvidia, a gigante americana que se notabilizou por fabricar chips usados por sistemas de Inteligência Artificial (IA). Os resultados da companhia serão divulgados nesta quarta-feira, depois do fechamento do mercado nos EUA, e são considerados um termômetro para o setor de tecnologia mundial. Eles também podem trazer indicações de eventuais avarias provocadas pela guerra comercial decretada por Trump contra a China, um importante mercado para os semicondutores da empresa americana.

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