Divisão agrícola da Bayer sofre tombo de mais de 4% em vendas em 2024

No quarto trimestre de 2024, as vendas da divisão agrícola da Bayer recuaram 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano, 4,3%

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 Imagem do logotipo da Bayer, gigante química e farmacêutica alemã - Metrópoles - Foto: Sean Gallup/Getty Images

As vendas da Crop Science, a divisão agrícola da Bayer, fecharam o ano passado registrando uma queda de 4,3%, em comparação com o ano anterior, para 22,2 bilhões de euros (cerca de R$ 138,4 bilhões, pela cotação atual).

Os dados foram divulgados pela gigante química e farmacêutica alemã, que atua globalmente, foi fundada em 1893 e está no Brasil desde 1896.

No quarto trimestre de 2024, as vendas da divisão agrícola da companhia recuaram 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 5,38 bilhões de euros (R$ 33,5 bilhões).


Desempenho por regiões

  • Na classificação por regiões, a maior queda nas vendas da Crop Science foi registrada na América Latina, com baixa de 14,2% no quarto trimestre do ano passado, para 2,15 bilhões de euros (R$ 13,4 bilhões), em comparação com o mesmo período de 2023.
  • Na região que engloba Europa, Ásia e Oriente Médio, o recuo nas vendas da divisão agrícola da Bayer foi de 6,6%, para 570 milhões de euros (cerca de R$ 3,5 bilhões).
  • De acordo com a Bayer, houve aumento de 3,5% das vendas na América do Norte, para 2,014 bilhões de euros (R$ 12,5 bilhões).
  • Na Ásia-Pacífico, o crescimento foi de 14,6%, para 650 milhões de euros (R$ 4 bilhões, aproximadamente).

O que diz a Bayer

De acordo com a companhia, as vendas de sementes de milho foram afetadas pela diminuição da área plantada na América Latina e na América do Norte.

Segundo a Bayer, também houve baixa nas vendas de herbicidas e fungicidas.

As perdas foram minimizadas, de certa forma, pelo crescimento de sementes de soja, sementes de algodão, sementes de vegetais e inseticidas.

Ainda de acordo com a Bayer, o desempenho anual foi prejudicado por estoques elevados nos canais e preços mais baixos de ingredientes ativos e de commodities.

“O glifosato experimentou uma estabilização relativa de preços, enquanto as sementes cresceram de forma modesta devido às condições climáticas adversas, especialmente na América Latina”, explicou a Bayer.

“Apesar da queda em relação aos anos anteriores, a inflação permaneceu alta, afetando os custos e agravando ainda mais o difícil ambiente de mercado para os agricultores em todo o mundo”, completou a companhia.

Resultados da Bayer no ano

A Bayer fechou o ano passado com um prejuízo líquido de 335 milhões de euros (cerca de R$ 2 bilhões) no quarto trimestre, revertendo um resultado positivo do mesmo período de 2023.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 22,3% para 2,349 bilhões de euros (R$ 14,6 bilhões). As vendas tiveram redução de 1,1% no trimestre, para 11,729 bilhões de euros (R$ 73,1 bilhões).

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