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Negócios

Dívida com condomínio de luxo em SP faz Gafisa ter marcas penhoradas

Caso a Gafisa não pague a dívida de R$ 1,4 milhão, as marcas da companhia irão a leilão. Empresa contesta a decisão e entrará com recurso

30/08/2023 12:05, atualizado 30/08/2023 12:15
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Divulgação
Dívida com condomínio de luxo em SP faz Gafisa ter marcas penhoradas

A Justiça de São Paulo decidiu penhorar todas as marcas da construtora Gafisa para que seja garantido o pagamento de uma dívida de R$ 1,4 milhão com um condomínio de luxo no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo.

Caso a Gafisa não pague a dívida, as marcas da companhia irão a leilão. As informações foram publicadas inicialmente no blog do jornalista Fausto Macedo, no site do jornal O Estado de S. Paulo, e confirmadas pelo Metrópoles.

A Justiça determinou que a Gafisa deve ressarcir o condomínio por gastos com reparos realizados no local. A empresa teria entregado o conjunto de prédios, localizado nas proximidades da avenida Faria Lima, principal centro financeiro do país, com “vícios construtivos”.

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O processo corre na Justiça desde 2014 e a execução da dívida teve início em 2021. Segundo a juíza Paula Veloso Rodrigues Ferreri, da 40ª Vara Cível de São Paulo, a penhora é uma medida extrema, mas não havia outra alternativa nesse caso.

“É caso de deferir o pedido de penhora das marcas das quais é titular a executada. Ainda que se trate de medida excepcional, é certo que houve tentativa de bloqueio de ativos financeiros, que restou infrutífera, a se considerar o valor da dívida”, anotou a magistrada. “Ademais, os imóveis indicados à penhora não estão livres e desembaraçados, como alega a parte executada.”

O que diz a Gafisa

Em nota encaminhad ao Metrópoles, a Gafisa informou que o imbróglio judicial envolvendo o condomínio de luxo no Itaim é uma “demanda cível em curso” e que a empresa “discorda dos valores exigidos pelo autor”.

“Por essa razão, indicou bens em garantia do juízo, os quais, porém, foram injustificadamente rejeitados. (A Gafisa) Considera que a decisão judicial é desproporcional e, portanto, passível de recurso que será oportunamente interposto”, diz a empresa.