Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Negócios

Diretor afastado da Americanas renuncia ao cargo

O diretor de lojas físicas, logística e tecnologia, José Timotheo de Barros, estava afastado do cargo na Americanas desde fevereiro

01/05/2023 15:51, atualizado 01/05/2023 15:52
Igo Estrela/Metrópoles
Fachada da loja Americanas em brasília após empresa ter um rombo e dívida de R$ 43 bilhões4

A Americanas anunciou nesta segunda-feira (1º/5) que o diretor de lojas físicas, logística e tecnologia, José Timotheo de Barros, renunciou ao cargo.

Assim como outros diretores da Americanas, Barros havia sido afastado de suas funções pelo Conselho de Administração da companhia em fevereiro deste ano, em meio a uma apuração interna sobre um rombo contábil bilionário.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Além de Barros, haviam sido afastados de seus cargos Anna Saicali, que comandava a Ame Digital, e Marcio Cruz, diretor de digital, consumo e marketing.

A Americanas não informou quem assumirá o cargo nem como ficarão as atribuições de Timotheo de Barros na empresa.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

A companhia enfrenta a maior crise de sua história, está em recuperação judicial e tem dívidas acumuladas de R$ 42,5 bilhões com quase 10 mil credores.

Como o Metrópoles noticiou na semana passada, a Americanas realizou a primeira assembleia geral de acionistas desde que o rombo contábil foi divulgado. O encontro foi interrompido por protestos pela indicação de última hora de um integrante para compor o Conselho Fiscal do grupo, cujo nome foi apresentado pelo trio de acionistas de referência da companhia, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, do 3G Capital.

No encontro, houve ainda a tentativa de elevar o número de membros do conselho de sete para oito, sem sucesso.

Em relação aos credores, a Americanas segue em negociações para assinar um acordo que resultará em uma capitalização de R$ 12 bilhões. O trio de sócios majoritários aportaria R$ 10 bilhões de imediato e poderia colocar mais R$ 2 bilhões, caso o processo de renegociação não seja suficiente para reduzir o nível de endividamento ou para recompor o caixa da companhia.