Americanas faz primeira assembleia de acionistas pós-rombo de R$ 20 bi

Encontro terminou com protestos de minoritários, contra indicação de última hora para conselho, feita por trio de acionistas majoritários

atualizado

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Homem passa por fachada da loja Americanas em brasília - Metrópoles
1 de 1 Homem passa por fachada da loja Americanas em brasília - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

A Americanas realizou neste sábado (29/4) a primeira assembleia geral de acionistas depois da divulgação do rombo de R$ 20 bilhões na contabilidade da empresa, no início de janeiro. A varejista tem emitidas 902,5 milhões de ações ordinárias com direito a voto.

De acordo com o jornal Valor Econômico, o encontro foi interrompido por protestos pela indicação de última hora de um integrante para compor o Conselho Fiscal do grupo, cujo nome foi apresentado pelo trio de acionistas de referência da companhia, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, do 3G Capital.

No encontro, houve ainda a tentativa de elevar o número de membros do conselho de sete para oito, mas sem sucesso. Foi aprovada a retificação do plano de recuperação judicial da empresa, decretada em janeiro.

Em relação aos credores, a Americanas segue em negociações para assinar um acordo que resultará numa capitalização de R$ 12 bilhões. O trio de sócios majoritários aportaria R$ 10 bilhões de imediato e poderia colocar mais R$ 2 bilhões, caso o processo de renegociação não seja suficiente para reduzir o nível de endividamento ou para recompor o caixa da companhia.

Para ocupar o Conselho de Administração a proposta era de manutenção dos nomes de Carlos Alberto da Veiga Sicupira, Paulo Alberto Lemann, Claudio Moniz Barreto Garcia e Eduardo Saggioro Garcia, que são representantes dos acionistas de referência, e Sidney Victor da Costa Breyer, Vanessa Claro Lopes e Mauro Muratório Not, que são os membros independentes.

Quanto ao limite de remuneração dos executivos, ela seria de R$ 40,050 milhões, corrigidos mensalmente pelo IGP-DI. A companhia esclarece que não estão incluídos encargos sociais, como nos últimos exercícios. Além disso, o valor considera a possibilidade da eleição, pelo Conselho de Administração, de novos diretores estatutários em 2023.

A Americanas está em recuperação judicial desde 19 de janeiro, com dívidas declaradas de mais de R$ 42 bilhões com cerca de 9 mil credores.

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