Desaceleração à vista: FMI diminui projeção de crescimento do Brasil
Segundo o FMI, Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar uma alta de 1,6% neste ano. País só deve retomar PIB mais forte em 2027
atualizado
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua estimativa de crescimento da economia do Brasil para 2026, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (19/1) pela instituição.
De acordo com o FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve registrar uma alta de 1,6% neste ano. A projeção é 0,3 ponto percentual inferior à estimativa anunciada em outubro do ano passado.
Se esse cenário se confirmar ao final do ano, a economia do Brasil deve desacelerar quase 1 ponto percentual em relação a 2025. No ano passado, as projeções indicam que o PIB deve ter avançado cerca de 2,5%.
As novas projeções do FMI constam da nova edição do relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês).
Para o órgão, o Brasil deve retomar o crescimento mais forte de sua economia apenas a partir de 2027, com uma expansão do PIB estimada em 2,3%.
Se as perspectivas traçadas pelo FMI se tornarem realidade, o Brasil deve crescer menos do que a média dos países da América Latina e do Caribe. O fundo projeta uma alta de 2,2% para a região em 2026 e de 2,7% em 2027.
PIB global
Em relação ao desempenho da economia global, o FMI espera um crescimento de 3,3% do PIB neste ano, além de uma ligeira desaceleração para 3,2% em 2027.
Em outubro, o FMI projetava uma alta de 3,1% do PIB global em 2026.
“Os ventos contrários das mudanças em políticas comerciais foram contrabalançados pelo salto nos investimentos ligados a tecnologia e inteligência artificial (IA), assim como pelo suporte fiscal e monetário, condições financeiras amplamente acomodatícias e adaptabilidade do setor privado”, afirma o relatório.
