Depois do apelo de Trump, Coca-Cola promete versão com açúcar de cana

Na semana passada, Donald Trump usou sua rede social, a Truth Social, para defender a mudança na fórmula da Coca-Cola

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Brandon Bell/Getty Images
Imagem de garrafa de Coca-Cola mergulhada em caixa com gelo - Metrópoles
1 de 1 Imagem de garrafa de Coca-Cola mergulhada em caixa com gelo - Metrópoles - Foto: Brandon Bell/Getty Images

A pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu resultado. Nesta terça-feira (22/7), a Coca-Cola anunciou que deve lançar, ainda neste ano, uma versão de seu refrigerante com açúcar de cana cultivado no país.

O anúncio foi oficializado durante a divulgação dos resultados trimestrais da companhia.

“Como parte de sua agenda contínua de inovação, a companhia planeja lançar, neste outono, uma versão feita com açúcar de cana dos EUA para expandir sua linha Coca-Cola Trademark”, informou a empresa em comunicado.

Na semana passada, Trump usou sua rede social, a Truth Social, para defender a mudança na fórmula da Coca-Cola. “Tenho falado com a Coca-Cola sobre o uso de açúcar de cana de verdade nos EUA, e eles concordaram em fazer isso. Vai ser um ótimo movimento. Vocês verão. É simplesmente melhor”, escreveu o presidente norte-americano.

Tradicionalmente, nos EUA, a Coca-Cola usa xarope de milho com grande concentração de frutose como adoçante. No México e em vários países da Europa, por sua vez, o refrigerante é adoçado com o açúcar de cana.

A frutose é um tipo de açúcar encontrado em frutas, mel e vegetais. Ela é conhecida por seu sabor doce e muito utilizada como adoçante em alimentos e bebidas industrializados.

A Coca-Cola não informou se a nova versão do refrigerante vai substituir a fórmula original ou se limitará a uma edição especial. Também não foram divulgados detalhes sobre o rótulo da bebida ou imagens do novo produto.

Coca-Cola

Fundada em 1886, a Coca-Cola escolhe seus adoçantes de acordo com a oferta local. No Brasil e na França, por exemplo, o refrigerante é adoçado com sacarose, o açúcar branco. A diferença é que, no Brasil, ele é obtido da cana-de-açúcar e, na França, vem da beterraba.

De acordo com a companhia, a escolha dos insumos depende, além da disponibilidade de cada região, das características de preferências locais, “visando a proporcionar sempre a melhor experiência de sabor para os consumidores”.

A frutose usada nos EUA adoça 1,3 vez mais que a sacarose da França e do Brasil. Além disso, a versão norte-americana tem 11% de açúcar, ante 10,6% da francesa.

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