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Negócios

Como a redução da Selic afeta o seu bolso

Valor da taxa de juros influencia a atividade econômica, com impacto no emprego, na renda da população e no preço dos produtos no mercado

20/03/2024 18:38
Getty Images
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A Selic (sigla para Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) serve como referência para as demais taxas do mercado brasileiro. Assim, quando ela sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e no cartão de crédito também ficam mais altos. 

Tal cenário com a Selic elevada desencoraja o consumo e desaquece a produção. Como consequência, num ambiente econômico restrito, a inflação é contida. O movimento contrário, o de queda da Selic, tende a criar um quadro oposto e, portanto, mais propício ao consumo.

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Os juros altos, além de encarecer empréstimos, também estabelecem uma lógica específica para as decisões sobre investimentos. Eles, por exemplo, aumentam o interesse por aplicações de renda fixa, em detrimento da renda variável, cujos ativos são mais arriscados, como é o caso de ações em Bolsa. 

A Selic elevada também reduz – ou inviabiliza – o interesse das empresas por empréstimos, algo que afeta negativamente a decisão de investimentos. Esse problema tem como efeito direto uma menor oferta de empregos e a eventual queda da renda das famílias. É por tudo isso que a taxa básica de juros é o principal instrumento de política monetária do Banco Central (BC).

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Risco dos juros baixos

Em suma, os juros altos arrefecem o crescimento da economia. Mas, baixos, eles também podem provocar consequências que nem sempre são positivas. Com as taxas no chão, o consumo pode sofrer um estímulo além da capacidade de produção das empresas, o que provoca inflação.

E os quadros de desequilíbrio econômico – tanto com juros altos como com inflação elevada – prejudicam os mais pobres de forma mais intensa. Isso porque eles não têm como se defender da inflação e nem sequer do contexto desfavorável de uma economia em contração, com baques sobre o emprego e a renda.

Efeito lento

Os efeitos da queda, ou mesmo, da elevação da Selic não são imediatos. Um levantamento mensal do Procon-SP feito com os principais bancos comerciais do país, constatou que a taxa média de juros para empréstimo pessoal foi de 7,87% em março. O número representou uma queda de apenas 0,07 ponto percentual em relação ao mês anterior, que era de 7,94%. Para o órgão de defesa do consumidor, esses dados caracterizam uma estabilidade da taxa.