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Negócios

Com inflação abaixo do esperado e foco nos EUA, Bolsa e dólar oscilam

Pouco antes das 11h, depois de abrir em forte alta, o Ibovespa operava próximo da estabilidade. Dólar caía 0,12% e era negociado a R$ 5,050

11/10/2023 11:10, atualizado 11/10/2023 11:11
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Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
Tela mostra cotações da bolsa de valores - Metrópoles

Após abrir em alta nesta quarta-feira (11/10), pouco depois da divulgação do resultado da inflação em setembro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil, perdeu força e passou a operar próximo da estabilidade, com viés negativo.

Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,26% em setembro, puxado pela alta da gasolina.

Apesar de acelerar em relação a agosto, a inflação veio abaixo das expectativas dos analistas.

Pouco antes das 11 horas, depois de abrir em forte alta, o Ibovespa operava próximo da estabilidade, oscilando negativamente 0,1%, ,aos 116.606,77 pontos.

Na véspera, o indicador fechou em alta de 1,37%, aos 116,7 mil pontos. Com o resultado, acumula ganhos de 0,15% no mês e de 6,38% no ano.

Dólar

O dólar, por sua vez, começou a sessão recuando forte, mas a queda foi perdendo força.

Às 10h50, a moeda americana caía 0,12% e era negociada a R$ 5,050.

No dia anterior, o dólar teve forte queda de 1,44%, cotado a R$ 5,056. Com o resultado, acumula ganhos de 0,59% em outubro e perdas de 4,2% em 2023.

Ata do Fed e inflação nos EUA

Além da inflação no Brasil, os investidores estão atentos aos Estados Unidos. Nesta quarta, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) divulgará a ata de sua última reunião.

No último encontro, o Comitê de Política Monetária do Fed (Fomc) manteve a taxa de juros no patamar de 5,25% a 5,5% ao ano – a maior em 22 anos. Nas últimas 13 reuniões do Fomc, houve elevação dos juros em 11 e manutenção da taxa em duas.

A resiliência do mercado de trabalho nos EUA, que continua aquecido, como mostraram dados da semana passada, tem levado analistas a temerem um novo aperto da política monetária.

A expectativa dos investidores é a de que a ata do Fed indique os próximos passos da taxa de juros no país.

Na quinta-feira (12/10), feriado no Brasil (Dia de Nossa Senhora Aparecida), será conhecida a taxa de inflação nos EUA em setembro. A elevação dos juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

Desdobramentos da guerra em Gaza

O mercado financeiro continua acompanhando os desdobramentos da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

Embora os investidores sigam preocupados com os possíveis impactos sobre a economia, especialmente com o aumento do preço do petróleo – que, segundo o FMI, pode prejudicar o crescimento do PIB global e elevar a inflação –, o foco do mercado nesta quarta são mesmo os EUA.

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