Colunista do Washington Post tem conta suspensa pelo Twitter

Taylor Lorenz disse que tentou, sem sucesso, entrar em contato com Elon Musk, dono do Twitter, tentando marcar entrevista com o bilionário

atualizado

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Patrick Pleul – Pool/Getty Images
Foto do rosto de homem com o dedo apontado chip cerebral Elon Musk
1 de 1 Foto do rosto de homem com o dedo apontado chip cerebral Elon Musk - Foto: Patrick Pleul – Pool/Getty Images

Um dia depois de o dono do Twitter, Elon Musk, ter determinado a reativação de contas de jornalistas que haviam sido suspensas na plataforma, a colunista de tecnologia Taylor Lorenz, do Washington Post, informou que o seu perfil foi banido da rede.

Lorenz disse que tentou entrar em contato com Musk, por meio do próprio Twitter, tentando marcar uma entrevista com o bilionário. Durante a semana, ela já havia procurado o empresário, que não respondeu aos pedidos.

No sábado (17/12), a colunista do Washington Post recebeu uma notificação no Twitter informando que sua conta havia sido “suspensa permanentemente”. Os motivos para a suspensão não foram divulgados.

O perfil de Lorenz na plataforma foi ativado em 2010 e tinha mais de 340 mil seguidores.

Contas reativadas no Twitter

Elon Musk anunciou, na véspera, que as contas de quatro jornalistas que haviam sido suspensas pelo Twitter seriam reativadas. Entre os suspensos, estavam profissionais de órgãos de imprensa como CNN (Donie O’Sullivan,), New York Times (Ryan Mac) e do próprio Washington Post (Drew Harwell), além do jornalista independente Aaron Rupar. Todos eles vinham fazendo reportagens sobre Musk.

Sem detalhar quais teriam sido as violações supostamente cometidas pelos jornalistas, o Twitter informou que as contas restabelecidas teriam de cumprir as normas da plataforma. “A suspensão permanente continua sendo uma ação de execução para violações graves”, anunciou a empresa.

Liberdade de expressão ameaçada

Há alguns dias, o Twitter já havia reduzido a visibilidade de um perfil da rede social que monitora os deslocamentos de Musk em seu jatinho pessoal. A conta, comandada por um jovem de 20 anos chamado Jack Sweeney, tem mais de 500 mil seguidores e registra cada decolagem e pouso do avião usado pelo bilionário.

No início do ano, Musk teria oferecido US$ 5 mil (cerca de R$ 26 mil) para o jovem tirar o perfil do ar, alegando que as publicações representavam um risco para sua segurança pessoal. Sweeney teria feito uma contraproposta de US$ 50 mil (R$ 260 mil) que não foi aceita pelo bilionário, dono de uma fortuna de cerca de US$ 170 bilhões (R$ 904 bilhões).

“Nada diz mais sobre liberdade de expressão do que suspender jornalistas que cobrem você”, escreveu Sarah Reese Jones, do site PoliticusUSA, em resposta aos comentários de Musk.

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