Vinte anos do carro flex: veja as principais conquistas da tecnologia

Motor tornou-se estratégico para o país. Hoje, 85% da frota de veículos leves do Brasil usa o sistema que combina gasolina e etanol

atualizado

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1 de 1 imagem colorida primeiro carro flex brasil gol - Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (22/3), o motor flex, que permitiu o uso combinado da gasolina e do etanol, completa 20 anos. O primeiro modelo que utilizou o sistema foi o Gol 1.6 Total Flex (foto em destaque). Hoje, esses carros representam 85% da frota de veículos leves do Brasil. A seguir, confira as principais conquistas e os caminhos que ainda podem contribuir para a evolução da tecnologia, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

  • Em fevereiro deste ano, a indústria atingiu a marca de 40 milhões de automóveis flex produzidos no país. Hoje, esses modelos representam 85% da frota de veículos leves do Brasil.
  • Há 20 anos, esses carros surgiram no mercado para oferecer ao consumidor uma opção mais econômica de combustível. Hoje, eles ganharam uma importante função ambiental, dado o reconhecimento do etanol como um produto que elimina a pegada de carbono. Por isso, esses motores são mais importantes e estratégicos nos dias correntes do que na época do lançamento.
  • Com o uso médio de 30% de etanol, o impacto de redução de emissão de CO2 do motor flex equivalente a 8 milhões de carros elétricos rodando pelas cidades brasileiras.
  • A tecnologia foi inventada pelos americanos, mas a viabilização comercial só ocorreu após o trabalho da engenharia brasileira, que criou um modelo matemático de pós-combustão que eliminou sensores, barateou o sistema e permitiu a produção em larga escala.
  • No início, os carros flex tinham um tanquinho de partida a frio, com gasolina. Em 2009, ele começou a ser abolido, com o desenvolvimento de tecnologias de pré-aquecimento do motor.
  • A evolução incluiu um melhor aproveitamento calorífico de ambos os combustíveis, a introdução de tecnologias como o turbo e injeção direta em motores compactos e a adaptação do flex a veículos híbridos (elétrico/combustão).
  • Depois de uma resistência inicial, o flex teve tanta aceitação entre os consumidores que se tornou dominante na produção nacional. Até mesmo alguns modelos fabricados em países como a Argentina e o México recebem motores flex feitos no Brasil antes de serem exportados para cá.
  • Em apenas cinco anos os flex já tinham superado a marca de mais de 90% das vendas totais de automóveis/ano, patamar mantido há 15 anos.
  • Países como a Índia e do sudeste asiático demonstram grande interesse pela tecnologia flex. Eles sofrem grande pressão por descarbonização, mas não têm condições de eletrificar rapidamente a frota.
  • A evolução do etanol pode proporcionar um novo salto na qualidade dos veículos flex. O combustível ainda tem 7% de água, o que reduz a eficiência do motor.
  • No início, todo o etanol brasileiro vinha da cana. Hoje, uma parte é extraída do milho. Um uso misto de cana e milho propicia safras ao longo de todo o ano, o que aumenta a oferta de etanol e reduzir seu preço na bomba, ampliando a atratividade da tecnologia.

 

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