Bolsa hesita com aprovação de Lula, mas bate novo recorde. Dólar cai

O Ibovespa fechou em alta de 0,56%, aos 143.150 pontos, atingindo nova marca histórica. Moeda americana registrou queda de 0,27%, a R$ 5,39

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1 de 1 Imagem de reflexo de painel da Bolsa de Valores do Brasil - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O bom humor dos investidores marcou o desempenho dos mercados de câmbio e ações nesta quinta-feira (11/9). O dólar registrou queda de 0,27% frente ao real, cotado a 5,39%. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), bateu dois recordes: o do fechamento, com alta de 0,56%, atingindo 143.150 pontos, e a melhor marca ao longo do pregão (“intradia”, no jargão) batendo em 144.012 pontos

O Ibovespa, porém, chegou a oscilar para baixo às 15h05, depois da divulgação de uma pesquisa com uma avaliação sobre o governo Lula. De acordo com o Datafolha, a aprovação do presidente da República subiu para 33%, o melhor índice do ano, e se aproximou da reprovação, de 38%. Outros 28% definiram a gestão do petista como regular.

Antes da divulgação do levantamento, o Ibovespa vinha na casa dos 143.800 pontos. Depois da veiculação da pesquisa, chegou caiu para 142.998 pontos. Quedas no índice têm sido constantes sempre que uma informação positiva para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com possível impacto na corrida eleitoral, é divulgada pela mídia.

Nesta quinta-feira, porém, a questão eleitoral foi periférica, assim como detalhes do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal (STF). Os principais vetores dos mercados de câmbio e ações no Brasil desta quinta-feira vieram dos Estados Unidos.

Corte de juros

Isso porque dados divulgados sobre o mercado de trabalho e a inflação mantiveram as projeções de corte da taxa de juros americana a partir da próxima quarta-feira (17/9). Nesse dia, ocorrerá a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Desde meados de agosto, a discussão entre agentes econômicos já não é se os juros serão cortados na próxima semana nos EUA. Mas, sim, quanto e quantas vezes a taxa atual, fixada no intervalo entre 4,25% e 4,50%, será reduzida ainda neste ano.

Unanimidade

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group (dados das 16h15), 92,8% do mercado – ou seja, trata-se de uma unanimidade – acredita em um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.) dos juros na próxima semana. Outros 7,2% creem numa queda de 0,50 p.p.. Depois disso, viriam mais duas reduções, uma em outubro e outra em dezembro, nos encontros seguintes do Fomc.

As apostas têm sido maciças como resultado de sinais de que a economia americana está perdendo fôlego. Tal quadro tende a derrubar a inflação, o que permite o encolhimento dos juros. Nesta quarta-feira, surgiram novos indícios dessa perda de fôlego.

Desemprego e inflação

O Departamento do Trabalho dos EUA informou que os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 263 mil na semana encerrada no dia 6 de setembro. Esse foi o maior número de solicitações desde 23 de outubro de 2021.

Além disso, a inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA mostrou aceleração para 2,9% em agosto, na comparação com o ano passado. O número ficou dentro da expectativa média dos analistas. Ele, no entanto, reforçou a dificuldade de convergência para a meta de 2% de inflação, em meio aos impactos das tarifas comerciais nos preços.

Movimento global

Na avaliação de Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, a desvalorização do dólar foi global nesta quinta-feira e é uma reação direta aos últimos dados da economia americana. “Apesar de a inflação ao consumidor (CPI) ter vindo mista, indicadores mais fortes de desaceleração, como a queda nos preços ao produtor (PPI) e, principalmente, um salto nos pedidos de seguro-desemprego para o maior nível desde 2021, solidificaram a percepção de que o Fed precisará agir para estimular a economia”, diz.

Para Lobo, esse cenário “derrubou os rendimentos dos títulos do Tesouro americano e impulsionou as bolsas em Wall Street a novos recordes”. “Para o Brasil, a conjuntura favorece o real, já que juros mais baixos nos EUA tendem a direcionar o capital global para mercados emergentes em busca de maior rentabilidade”, afirma.

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