Bolsa bate novo recorde e supera barreira de 147 mil pontos. Dólar cai

Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 0,31%, aos 147.434,44 pontos, em nova máxima. A moeda americana caiu 0,19%, a R$ 5,35

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
imagem colorida painel com cotações bolsa de valores - Metrópoles
1 de 1 imagem colorida painel com cotações bolsa de valores - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), rompeu pela primeira vez nesta terça-feira (28/10) o patamar de 147 mil pontos. Ao final do pregão, ele fechou em alta de 0,31%, aos 147.428,90 pontos. Já o dólar registrou queda de 0,19% frente ao real, cotado a R$ 5,35.

Na véspera, o Ibovespa já havia alcançado uma marca histórica, ao avançar 0,55%, aos 146.969,10 pontos. As principais bolsas americanas também vêm anotando picos de valorização. Nesta terça-feira, todas estavam em alta às 16h40. O avanço era de 0,30% no S&P 500; 0,41% no Dow Jones; e 0,89% no Nasdaq, que concentra ações de empresas de tecnologia.

O bom desempenho dos mercados de capitais é consequência do alívio de entraves em torno de diversos temas econômicos. Esse relaxamento da tensão faz com que o apetite por ativos de risco, como as ações negociadas em bolsas, aumente entre investidores.

O mercado, por exemplo, está otimista com o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, previsto para ocorrer na quinta-feira (30/10), na Coreia do Sul. O tarifaço de 100% fixado pelos americanos contra produtos chineses estará em pauta. A expectativa é de que as negociações ao menos atenuem a guerra comercial que envolve as duas potências globais.

Nesta segunda-feira (27/10), Trump disse, em entrevista concedida no avião presidencial Força Aérea Um, a caminho do Japão, que as perspectivas de negociação entre as duas potências são boas. “Tenho muito respeito pelo presidente Xi e acho que chegaremos a um acordo”, disse o republicano.

Juros nos EUA

Além disso, na quarta-feira (29/10), o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), reúne-se para definir a nova taxa de juros do país, hoje fixada no intervalo entre 4% e 4,5%. A estimativa de corte de 0,25 ponto percentual é unânime no mercado, atingindo 99,9% de chances, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.

Uma nova queda dos juros americanos — eles já foram cortados em 0,25 ponto percentual em 17 de setembro —, é especialmente aguardada pelo mercado. A redução tende a aumentar o interesse dos investidores por ativos de risco, como as ações negociadas nas bolsas, e a reduzir a pressão altista sobre o dólar.

Diferencial de juros

Na avaliação de Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a previsão de um novo corte de juros por parte do Federal Reserve leva a um aumento do diferencial da taxa entre o Brasil (a Selic está em 15% ao ano) e EUA, algo que incentiva o fluxo para ativos de maior retorno, beneficiando moedas emergentes.

“Além disso, a expectativa de um possível entendimento entre Donald Trump e Xi Jinping reforça o apetite por risco, impulsionando a Bolsa brasileira e favorecendo o câmbio”, afirma Shahini. “O movimento de hoje reflete um ambiente de menor aversão global e reforça apostas na continuidade do ciclo de desvalorização do dólar.”

Ibovespa em 150 mil pontos

Para Fabricio Voigt, economista da gestora de patrimônio Aware Investments, a valorização do Ibovespa, que se aproxima da marca dos 150 mil pontos, sugere uma mudança nas expectativas de risco e retorno para o mercado de capitais brasileiro.

“Mesmo com a Selic em níveis elevados, os investidores começam a precificar um ciclo de flexibilização monetária nos próximos trimestres, sustentado por projeções do arrefecimento da inflação, melhora gradual das contas públicas e com recentes resultados corporativos mais consistentes”, diz. “O cenário de revisões positivas de crescimento e a percepção de maior previsibilidade na política econômica têm reforçado o apetite por ativos de risco. Além disso, o fluxo financeiro estrangeiro melhorou, resultado de um dólar mais enfraquecido com as expectativas elevadas de novos cortes de juros nos Estados Unidos.”

Para Voigt, soma-se a esse quadro uma recuperação nos preços das commodities. “Tecnicamente, o patamar dos 150 mil pontos do Ibovespa configura uma resistência relevante”, afirma. “Ultrapassá-lo parece factível, mas a estabilidade acima desse nível necessita da permanência destes fatores e da consolidação definitiva deles. O foco do mercado seguirá no acompanhamento da disciplina fiscal, estabilidade inflacionária e no ambiente externo se manter favorável. Essas seriam as bases necessárias para consolidar de maneira estrutural o otimismo com o mercado acionário brasileiro.”

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?