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Dólar cai e Bolsa bate recorde após Lula-Trump e vitória de Milei

Encontro entre Lula e Trump, avanço das negociações comerciais entre EUA e China e vitória de Milei na Argentina movimentam os mercados

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Notas de dólares empilhadas umas sobre as outras - Metrópoles
1 de 1 Notas de dólares empilhadas umas sobre as outras - Metrópoles - Foto: Getty Images

O dólar operava em queda nesta segunda-feira (27/10), com os investidores repercutindo a reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos Estados Unidos, Donald Trump, em mais um avanço nas negociações em torno das tarifas comerciais e sanções aplicadas pela Casa Branca.

Neste início de semana, o mercado também reage à vitória da coalizão governista do presidente argentino Javier Milei nas eleições legislativas do país.


Dólar

  • Às 15h02, o dólar caía 0,4%, a R$ 5,371.
  • Mais cedo, às 13h38, a moeda norte-americana recuava 0,3% e era negociada a R$ 5,376.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,385. A mínima é de R$ 5,361.
  • Na última sexta-feira (24/10), o dólar terminou o dia em leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,392, praticamente estável.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,31% em outubro e perdas de 12,74% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
  • Às 15h20, o Ibovespa avançava 0,42%, aos 146,7 mil pontos.
  • Mais cedo, o indicador renovou sua máxima histórica intradiária (durante o pregão), cravando 147.976,99 pontos, às 10h17.
  • No último pregão da semana passada, o indicador fechou em alta de 0,31%, aos 146,1 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula leve queda de 0,04% no mês e alta de 21,52% no ano.

Lula e Trump abrem caminho para acordo

Nesta segunda-feira, os investidores repercutem o encontro entre Lula e Donald Trump, no domingo (26/10), em Kuala Lumpur (Malásia). Em pauta, as tarifas comerciais de 50% aplicadas pelo governo norte-americano a grande parte dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA, além das sanções impostas por Washington sobre autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após a reunião, a Casa Branca, em nome de Trump, informou que o país deve conseguir “fechar bons negócios” com o Brasil. “É uma grande honra estar com o presidente do Brasil. Acho que conseguiremos fechar bons negócios para ambos os países. Sempre tivemos um bom relacionamento – acho que continuará assim”, escreveu Trump no X (antigo Twitter), em publicação acompanhada de uma foto em que os dois líderes se cumprimentam.

Trump e Lula demonstraram uma postura pragmática. O norte-americano afirmou que seria possível acordar a redução de algumas das tarifas já a partir desta primeira conversa. “Acho que vamos conseguir fazer alguns acordos muito bons que estamos discutindo, e eu acho que vamos acabar tendo um relacionamento muito bom”, disse o republicano.

Depois da reunião entre os presidentes, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, classificou o encontro como “muito positivo” e afirmou que as negociações sobre as tarifas impostas ao Brasil devem ser concluídas “em algumas semanas”.

“A conclusão final é que a reunião foi muito positiva, e nós esperamos, em pouco tempo, em algumas semanas, concluir uma negociação bilateral que trate de cada um dos setores da atual tributação americana ao Brasil”, afirmou o ministro.

Lula também disse que o diálogo foi positivo e frisou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump, é “coisa do passado”.

“Disse a ele que foi um julgamento [de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal] sério, com provas contundentes. Disse da gravidade do que tentaram fazer, do plano para matar a mim, meu vice e o ministro Alexandre de Moraes. E que tiveram um direito de defesa que não tive. Ele sabe que rei ‘morto, rei posto’. Bolsonaro faz parte do passado”, afirmou o petista.

Lula afirmou ter brincado com Trump sobre o assunto. “Disse que, com três reuniões comigo, ele vai perceber que Bolsonaro não é nada, praticamente.” Lula também garantiu que um acordo comercial com os EUA será fechado nas próximas semanas e disse ainda que o Brasil enviará a Washington uma delegação em breve.

Milei vence eleições legislativas

Outro destaque nos mercados neste começo da semana é a repercussão positiva da vitória do presidente da Argentina, Javier Milei, nas eleições legislativas do país, no domingo.

A coalizão de Milei obteve 40,84% dos votos e venceu também na província de Buenos Aires, tradicional reduto peronista (da esquerda, de oposição ao governo). O partido do presidente argentino avançou de 37 para 101 cadeiras na Câmara dos Deputados. No Senado, o La Libertad Avanza pulou de seis para 20 assentos.

As ações de empresas argentinas com cotas no exterior registraram forte alta no chamado “overnight” – o intervalo entre o fechamento do pregão da Bolsa de Valores e a reabertura na sessão seguinte, além dos mercados globais que seguem ativos. A estatal de energia YPF, maior produtora de petróleo da Argentina, avançou 12% após o anúncio da vitória da coalizão de Milei nas eleições.

O setor financeiro também reagiu positivamente aos resultados eleitorais favoráveis ao atual governo. O Banco Galicia teve ganhos de 13%, enquanto o Banco Supervielle subiu 16%.

Logo depois do fechamento das urnas no país, quando ficou claro que o partido de Milei, o La Libertad Avanza, havia obtido a maioria dos votos, o dólar cripto caiu 137 pesos em pouco mais de dez minutos, alcançando 1.420 pesos, ante 1.551 da última sexta-feira (24/10). A cotação de 1.515 era maior do que a banda estipulada pelo governo argentino, que varia entre 1,4 mil e 1,5 mil pesos.

Já os títulos da dívida pública da Argentina também registraram forte alta na madrugada desta segunda-feira (27/10). Os papéis com vencimento em 2035, que estão entre os mais negociados, eram cotados a 70,34 centavos de dólar, uma alta de mais de 13 centavos, em patamar recorde.

Acordo EUA-China mais próximo

Ainda no front internacional, aumentou o otimismo dos investidores em relação a um possível acordo comercial entre EUA e China. No domingo, o representante de Comércio Internacional da China, Li Chenggang, anunciou que Pequim e Washington teriam chegado a um entendimento “preliminar” após dias de conversas em Kuala Lumpur, na Malásia.

De acordo com informações da agência estatal de notícias Xinhua, o regime teria classificado as negociações com os norte-americanos como “construtivas”. “O próximo passo será que cada parte cumpra com seus respectivos procedimentos internos de aprovação”, afirmou o representante de comércio do governo da China.

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