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Negócios

BNDES fecha 1º trimestre com lucro de R$ 3,1 bilhões, alta de 17%

No acumulado de 12 meses até março de 2026, o lucro do BNDES foi de R$ 15,6 bilhões – o maior da história, de acordo com o banco

12/05/2026 12:21, atualizado 12/05/2026 12:23
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Miguel Ângelo/BNDES
Fachada do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou, nesta terça-feira (12/5), seus resultados financeiros e dados sobre o desempenho operacional no primeiro trimestre de 2026.


O que aconteceu

  • Nos três primeiros meses do ano, a instituição financeira registrou um lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, o que representou um aumento de 17% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
  • Já no acumulado de 12 meses até março, o lucro do BNDES foi de R$ 15,6 bilhões – o maior da história, de acordo com o banco. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 22%.
  • Os resultados do BNDES foram divulgados em evento no escritório da instituição em São Paulo. O anúncio contou com a participação do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, além dos diretores Financeiro e de Mercado de Capitais, Alexandre Abreu, e de Planejamento e Relações Institucionais, Nelson Barbosa.

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Outros dados

De acordo com o balanço do BNDES, os ativos totais do banco se aproximaram de R$ 1 trilhão nos três primeiros meses deste ano, atingindo R$ 995 bilhões. Trata-se do maior valor nominal da história da instituição, com avanço de mais de 45% desde 2022.

A carteira de crédito do banco, por sua vez, somou R$ 678,2 bilhões, com aumento de 14% em relação a 2025 e o maior patamar desde 2016.

Ao final de março de 2026, os ativos totais do Sistema BNDES somavam R$ 995 bilhões, com alta de 3,3% em relação ao trimestre anterior.

Já os financiamentos de créditos, repasses, debêntures e outros ativos de concessão de crédito – que compõem a carteira de crédito expandida – atingiram R$ 678 bilhões, alta de 2,2% em relação ao último trimestre de 2025.

Segundo o BNDES, a carteira de participações societárias somou R$ 110,3 bilhões, com expansão de 27,7% em relação ao trimestre anterior dezembro.

O resultado se deve, de acordo com o BNDES, à valorização dos investimentos em empresas não coligadas. Petrobras, JBS, Axia Energia (antiga Eletrobras) e Copel continuam sendo as principais empresas investidas em termos de carteira total.

Desde janeiro de 2023, a carteira do BNDES variou R$ 47,6 bilhões (incluindo compras de R$ 6,7 bilhões). No período, foram vendidos R$ 6,4 bilhões e recebidos R$ 27,4 bilhões de proventos.

Micro, pequenas e médias empresas

O balanço financeiro do BNDES mostra ainda que as aprovações de crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) somaram R$ 29 bilhões, o que representa um aumento de 120% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Segundo o BNDES, as garantias prestadas por fundos garantidores em operações realizadas por agentes financeiros bateram R$ 20,8 bilhões, totalizando o volume de R$ 49,8 bilhões de apoio a tais empresas, com alta de 44% em um ano.

Inadimplência

O BNDES informou que a inadimplência de 90 dias foi de 0,046% no primeiro trimestre deste ano, bem inferior à do Sistema Financeiro Nacional (4,33% geral e 0,6% para grandes empresas).

Patrimônio líquido

Os dados divulgados pelo BNDES também mostram que o patrimônio líquido do banco atingiu R$ 192 bilhões no fim de março de 2026, com aumento de R$ 19,7 bilhões na comparação anual.

Esse resultado, diz o BNDES, se deu em virtude do lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no trimestre e do efeito positivo do ajuste a valor de mercado de ativos (principalmente ações e debêntures) de R$ 15,8 bilhões, líquido de tributos.