Mercadante cobra presença e assinatura de Tarcísio em acordo com BNDES
Aloisio Mercadante cobrou a presença e assinatura do governador Tarcísio de Freitas em evento de anúncio da fábrica de trens CCR em SP
atualizado
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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Aloizio Mercadante, cobrou a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em evento do anúncio de instalação da fábrica chinesa de trens CRRC Brasil, em Araraquara (SP).
A unidade da CRRC ocupa as antigas instalações de uma montadora que deixou de operar no local e já iniciou a contratação de trabalhadores, mesmo antes da conclusão das linhas de produção.
“Bom, eu vou agora falar do projeto, mas antes eu queria falar um pouco de São Paulo. Eu queria muito que o governador de São Paulo estivesse aqui, porque quando nós assumimos financiar esse projeto, houve um compromisso de reciprocidade”, disparou Mercadante.
Segundo ele, “o acordo era que viria aqui reconhecer e agradecer”. “Então está faltando aqui uma assinatura nessa cerimônia e era muito bom que essa relação republicana fosse de duas mãos”, acrescentou Mercadante.
Durante a visita, serão assinados contratos de financiamento do BNDES, no valor total de R$ 5,6 bilhões, voltados a projetos de mobilidade urbana no estado de São Paulo.
Lula engrossa críticas a Tarcísio
No mesmo evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também disparou críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na cerimônia, Lula assinou o contrato de financiamento entre o BNDES e o governo paulista para a construção do Trem Intercidades São Paulo-Campinas e cobrou o fato de Tarcísio não estar presente.
Em diversos momentos do discurso, Lula criticou o fato de o governador paulista não reconhecer o investimento do governo federal em obras e empreendimentos do estado.
“Lamento profundamente que o governador não esteja aqui. Ele podia falar o que quisesse, agradecer ou não agradecer, mas que tivesse aqui porque é um investimento de quase R$ 7 bilhões para São Paulo. Não é pouca coisa, não. É investimento de R$ 7 bilhões para gerar emprego, para trazer tecnologia, para trazer modernidade, inclusive para atender os trem que vai ser feito em São Paulo”, afirmou Lula.
“Então, eu estou aqui para dizer para vocês: esperem porque este ano é o ano em que a verdade vai ter que derrotar a mentira”, disse o petista, já ensaiando a mensagem que deverá levar na campanha eleitoral. As pesquisas mais recentes mostram Lula tecnicamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas simulações de segundo turno.
Em outro momento de seu discurso, Lula afirmou que não se importa que o governador o critique ou o “xingue”, mas cobrou que ele “fale a verdade” sobre as moradias que entregou durante o mandato.
“Não precisava falar bem do governo. Era só dizer que aqui em São Paulo, no Casa Paulista, que o governador inaugura, ele inaugura só conjunto habitacional nosso. Ao invés de ele falar: “Olha, essa casa aqui é do Minha Casa, Minha Vida, é construída pelo governo federal. Eles colocaram R$ 155 mil, eu coloquei R$ 20 mil. Era só falar e depois pode falar mal de mim à vontade. Depois pode falar, não tem problema nenhum. Aí pode me xingar. Pode me xingar, mas eu só quero que conta a verdade, porque este ano a gente vai mostrar quem é que faz política social em São Paulo”, disse o presidente.
O tom do discurso seguiu a mesma linha de fala anteriores feitas no evento, como a de Mercadante e do ministro das Cidades, Jader Filho (MDB). Segundo aliados, as críticas devem fazer parte da campanha de Fernando Haddad (PT), que disputará o Palácio dos Bandeirantes contra Tarcísio.
