Bitcoin recua e acumula desvalorização de 25% desde a máxima do ano

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o bitcoin recuava 1% em um período de 24 horas, cotado a US$ 94,5 mil, segundo a CoinGecko

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1 de 1 Euro - Foto: Yuriko Nakao / Getty Images

O bitcoin, principal criptomoeda do mundo, operava em queda nesta segunda-feira (17/11), intensificando a trajetória descendente desde que atingiu a máxima do ano.

No início de outubro, a moeda virtual ultrapassou a marca de US$ 126 mil, recorde histórico até aqui. Na manhã desta segunda, o bitcoin operava na casa dos US$ 94 mil (cerca de R$ 497,7 mil).

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o bitcoin recuava 1% em um período de 24 horas, cotado a US$ 94,5 mil, segundo dados da plataforma CoinGecko.

Desde a máxima do ano, o bitcoin já acumula uma desvalorização de 25%.

O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo, atualmente, é de US$ 3,3 trilhões.

O que explica a queda do bitcoin

De acordo com analistas do mercado, o preço do bitcoin segue pressionado por causa das dúvidas cada vez maiores acerca de um possível corte de juros nos Estados Unidos na próxima reunião do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Como o mercado está cada vez menos otimista em relação a um novo corte de 0,25 ponto percentual, a pressão aumenta sobre o bitcoin.

Atualmente, os juros nos EUA estão situados no patamar entre 3,75% e 4% ao ano – após o corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Fed, no fim de outubro.

A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros, a última do ano, está marcada para os dias 9 e 10 de dezembro.

O mês de novembro deve ser o segundo pior para os fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin desde o lançamento desses produtos em Wall Street.

Criptomoedas

As criptomoedas, em geral, são consideradas ativos de maior risco do que investimentos em renda fixa, o que oferece oportunidade de maior retorno.

Projeções apontam que parte dos investidores destinam algo entre 1% e 10% de seu patrimônio para esses ativos de maior risco. Quando a perspectiva é de inflação menor e juros mais baixos nos EUA, os criptoativos se tornam mais atraentes. Afinal, juros mais baixos diminuem a rentabilidade da renda fixa, o que anima os investidores a serem mais arrojados. Quando ocorre o contrário, elas se tornam menos atrativas.

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