BC alerta para aumento de golpes relacionados a “dinheiro esquecido”

Banco Central (BC) diz que número de informações falsas sobre Sistema Valores a Receber (SRV) aumentou; devoluções estão paradas desde 2022

atualizado 06/01/2023 9:54

Imagem notas de real no valor de 100 reais e 50 reais | Metrópoles Reprodução/ Pexels

O Banco Central (BC) informou ontem (5/1) que tem recebido um número maior de dúvidas e consultas sobre o Sistema Valores a Receber (SRV), plataforma criada para restituir aos consumidores valores esquecidos em contas bancárias.

O objetivo do comunicado da autoridade monetária é evitar que os brasileiros caiam em golpes. Criminosos estariam enviando mensagens por WhatsApp e por SMS prometendo o resgate imediato de recursos. Ao clicar no link, no entanto, o consumidor é levado para uma página enganosa e tem seus dados roubados.

O BC lembra que a consulta e resgate de recursos é feita somente no site do Banco Central. As restituições de “dinheiro esquecido” estão paralisadas desde o ano passado.

Como consultar se tenho dinheiro esquecido nos bancos?

O Sistema Valores a Receber (SVR) foi lançado em janeiro de 2021, e já fez o retorno de R$ 2,3 bilhões para 7 milhões de clientes pessoa física e 300 mil empresas. A devolução de valores foi interrompida em abril deste ano, em razão de uma greve dos servidores do Banco Central, e não foi retomada ainda.

O Banco Central anunciou no mês passado que retomará o processo de devolução de valores esquecidos pelos clientes em contas bancárias. Segundo a autoridade, há R$ 3,6 bilhões disponíveis para saque, e cerca de 32 milhões de brasileiros ainda teriam saldo a receber. Desse total, cerca de 500 mil pessoas teriam direito a recuperar mais de R$ 1 mil.

De acordo com um comunicado divulgado pelo BC nesta semana, o SVR voltará a receber informações dos bancos a partir de janeiro. Não há, ainda, uma data oficial para os saques voltarem a acontecer, mas a expectativa é que o sistema seja aperfeiçoado ao longo do ano que vem.

Além de saldos esquecidos em contas e aplicações financeiras, espera-se que a próxima fase contemple o estorno de tarifas cobradas de forma indevida pelas instituições financeiras e obrigações de crédito não previstas em contrato.

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