Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Negócios

Banco do Brasil desaba na Bolsa após resultados frustrarem o mercado

Pouco depois da abertura do pregão desta sexta-feira, os papéis do Banco do Brasil já tombavam 13,8%, negociados a R$ 25,32

16/05/2025 11:07
Compartilhar notícia
Reprodução / Direção Concursos
Imagem colorida, edifício do Banco do Brasil - Metrópoles

As ações do Banco do Brasil operavam em forte baixa nesta sexta-feira (16/5), no dia seguinte à divulgação do balanço financeiro da empresa referente ao primeiro trimestre de 2025.

Entre janeiro e março deste ano, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 7,3 bilhões, o que representou uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano passado e de 23% na comparação com o quarto trimestre de 2024.

Trata-se do primeiro recuo após 16 trimestres consecutivos de crescimento no lucro do BB, em comparação com os ganhos do mesmo período do ano anterior.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Ações em queda livre

  • Pouco depois da abertura do pregão desta sexta-feira, os papéis do Banco do Brasil já tombavam 13,8%, negociados a R$ 25,32.
  • Por volta das 10h40, as ações do banco recuavam 12,41%, a R$ 25,75.
  • No acumulado de 2025, no entanto, o Banco do Brasil registra valorização de cerca de 8% da Bolsa de Valores (B3).

O que diz o mercado

De forma geral, a avaliação do mercado sobre os resultados do Banco do Brasil foi negativa. O BTG Pactual, por exemplo, classificou o desempenho do BB no primeiro trimestre como uma “grande decepção”.

Para o J.P. Morgan, um dos maiores bancos dos EUA, o balanço do BB veio “pior do que o esperado”.

O que diz o Banco do Brasil

Por meio de nota, o Banco do Brasil disse que a entrada em vigor de uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que mudou a contabilidade das instituições financeiras interferiu no resultado do primeiro trimestre. Aprovadas em 2021, as novas regras entraram em vigor apenas em janeiro deste ano.

A resolução altera o modelo de provisões (reservas financeiras para cobrir possíveis calotes) para perda esperada, feita com base em estimativas. Isso afetou a forma como algumas despesas e receitas são reconhecidas.