B3 lança 1º índice de títulos públicos. Entenda como funciona

O lançamento do novo produto da Bolsa de Valores do Brasil (B3) ocorre em um momento de forte crescimento da renda fixa no país

atualizado

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A Bolsa de Valores do Brasil (B3) anunciou nesta quinta-feira (16/10) o lançamento do seu primeiro índice de títulos públicos, em meio ao avanço da renda fixa em um cenário de taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano.

Renda fixa é um tipo de investimento no qual as regras de remuneração são definidas no momento da aplicação, permitindo que o investidor saiba, de forma antecipada, como seu dinheiro renderá.

O investidor empresta dinheiro ao emissor (governo, banco ou empresa) em troca de juros, e o retorno pode ser uma taxa fixa (pré-fixada) ou um percentual atrelado a um índice (como a Selic ou a inflação). Trata-se, em linhas gerais, de uma modalidade de baixo risco.

Como vai funcionar

Segundo a B3, o objetivo do novo Índice Tesouro Selic (TSLC) é dar uma referência precisa e atualizada sobre o desempenho das Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), conhecidas como Tesouro Selic.

Além de funcionarem como uma espécie de “bússola” para os investidores, os índices permitem o desenvolvimento de produtos secundários, entre os quais contratos futuros e os chamados ETFs (fundos de índices cujas cotas são negociadas em bolsa).

De acordo com a B3, futuramente será possível investir diretamente no Tesouro Selic comprando uma cota na Bolsa brasileira – assim como acontece envolvendo as ações.

“A criação do Índice Tesouro Selic B3 reflete o compromisso da Bolsa do Brasil em oferecer produtos que atendam às necessidades específicas do mercado financeiro brasileiro. Com esse indicador, os investidores terão uma ferramenta robusta para análise e monitoramento da dinâmica dos títulos públicos”, explica o gerente de produtos da B3, Hênio Scheidt.

Metodologia

Para representar as LFTs já emitidas pelo Tesouro Nacional, a B3 informa que vai se basear apenas nos títulos mais líquidos e significativos, com base na ponderação entre o valor de mercado e o volume médio diário de negociação de cada título.

Poderão fazer parte do Índice Tesouro Selic os papéis emitidos há pelo menos dois meses, com vencimento igual ou superior a 12 meses e com volume diário de negociação no mercado secundário entre os 75% mais representativos dos últimos três meses.

Cerca de 50% das LFTs dentro do índice serão ponderadas a partir do valor de mercado. A outra metade terá como base a liquidez do ativo. O rebalanceamento será feito a cada três meses, sempre no quinto dia útil dos meses de janeiro, abril, julho e setembro.

Renda fixa em crescimento

O lançamento do novo produto da B3 ocorre em um momento de forte crescimento da renda fixa no país. De acordo com dados da Associação das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os fundos de renda fixa registraram uma captação líquida de R$ 150 bilhões no período entre janeiro e setembro deste ano.

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