B3 com 12 horas de negociação? Cripto e ouro terão horário ampliado
Mudanças serão implementadas gradualmente, em 2 etapas. Ao final desse processo, a B3 terá um pregão de 12 horas diárias para cripto e ouro
atualizado
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A Bolsa de Valores do Brasil (B3) informou que vai ampliar o horário de negociação dos contratos futuros de criptomoedas e do ouro. As mudanças devem começar a valer a partir de março deste ano.
Segundo a B3, as modificações devem ser implementadas gradualmente, em duas etapas. Ao final desse processo, a Bolsa terá um pregão de 12 horas diárias para cripto e ouro, de segunda a sexta-feira.
Os contratos futuros de cripto e ouro têm valor inicial reduzido e representam frações do ativo de referência. Nesses casos, a liquidação é exclusivamente financeira e tem como base índices globais – o que acaba com a necessidade de custódia física ou armazenamento de chaves privadas (no caso das criptomoedas).
O que vai mudar
De acordo com as informações divulgadas pela Bolsa brasileira, a primeira fase das mudanças começará no dia 9 de março, quando os contratos futuros de bitcoin, Ethereum, Solana e ouro passarão a ser negociados a partir das 8 horas, com o fechamento às 18h30.
A segunda fase terá início no dia 20 de abril, quando o horário será estendido até as 20 horas.
Ao final da segunda etapa, a janela de alocação de derivativos financeiros da B3 deve ser atualizada para as 20h30 – englobando todos os contratos derivativos negociados na Bolsa do Brasil.
Apesar da ampliação do horário dos negócios, o preço de ajuste dos contratos continuará a ser definido na janela vigente da sessão regular.
O que diz a B3
Para o vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, Luiz Masagão, a ampliação do horário de negociações atende a uma demanda de investidores por maior flexibilidade.
“Ao abrir a janela mais cedo e fechar mais tarde, a B3 permite que os investidores ajustem suas posições em um intervalo maior de tempo ao longo do dia, apoiados pela robustez da nossa infraestrutura, com a segurança regulatória e transparência de preços que o mercado organizado e supervisionado proporciona”, diz Masagão.
