Aston Martin, do carro de James Bond, demite 20% dos trabalhadores
Empresa sofreu novo baque com aumento de tarifas impostas pelo presidente Donald Trump e pela queda da demanda na China
atualizado
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A montadora de carros de luxo Aston Martin informou nesta quarta-feira (25/2) que demitirá até 20% de sua força de trabalho. A medida é resultado da elevação do prejuízo da empresa, por causa das tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos e à fraca demanda chinesa.
Os 20% de postos de trabalho que serão cortados representam cerca de 600 trabalhadores. A companhia emprega cerca de 3 mil trabalhadores. Há anos, a empresa enfrenta dificuldades.
Nos anos 1960, a companhia ganhou grande popularidade quando o modelo DB5 se tornou o “carro de James Bond”, tendo aparecido em nove filmes da série sobre o agente secreto britânico.
“A demanda dos consumidores foi impactada pelo aumento das incertezas geopolíticas e pelos desafios macroeconômicos, sendo o mais notável deles a introdução de tarifas elevadas tanto nos Estados Unidos quanto na China”, disse o diretor-executivo do grupo, Adrian Hallmark.
A Aston Martin limitou as importações para os Estados Unidos em abril e maio enquanto aguardava um acordo comercial entre o país e o Reino Unido. Ele diminuiu sobretaxas de 27,5% para 10%, com um limite de 100 mil veículos por ano.
