Após dois dias de ganhos, bolsas da Europa tombam com setor de luxo
Na Europa, os investidores se frustraram com o desempenho obtido pelo grupo LVMH, que detém marcas como Louis Vuitton, Dior e Givenchy
atualizado
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Depois de dois pregões consecutivos no azul, os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam em queda, nesta quarta-feira (28/1), influenciados pelos resultados considerados decepcionantes do grupo de artigos de luxo LVMH (que detém marcas como Louis Vuitton, Dior e Givenchy).
O que aconteceu
- O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em baixa de 0,75%, aos 608 pontos.
- Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX recuou 0,29%, aos 24,8 mil pontos.
- Em Londres, o FTSE 100 encerrou o pregão com perdas de 0,52%, aos 10,1 mil pontos.
- O CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou o dia em forte queda de 1,06%, aos 8 mil pontos.
- O Ibex 35, de Madri, também fechou no vermelho, com queda firme de 1,1%, aos 17,6 mil pontos.
Resultado de gigante do luxo frustra o mercado
Nesta quarta-feira, os investidores se frustraram com o desempenho obtido pelo grupo LVMH.
A divisão de moda e artigos de couro da companhia, que é vista como um termômetro de todo o setor, registrou uma queda de 3% nas vendas no quarto trimestre de 2025.
As ações da LVMH negociadas na Bolsa de Valores da Paris fecharam o dia com perdas de 7,89%, cotadas a 542,80 euros. Outras empresas do segmento de luxo, como a Kering (dona da Gucci) e a Richemont também recuaram no pregão.
Decisão sobre juros nos EUA
O mercado europeu também aguarda a definição da taxa básica de juros da economia norte-americana pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), nesta quarta-feira.
Atualmente, a taxa de juros está no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano (após redução de 0,25 ponto percentual nas três últimas reuniões do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta na interrupção do ciclo de cortes.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual é de 97,2%. Apenas 2,8% dos investidores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual.
