Apenas um aliado de Trump votou a favor de corte de juros
Havia a expectativa de que ao menos três diretores do Fed, o banco central americano, poderiam divergir da decisão de não reduzir a taxa
atualizado
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Não houve surpresa na decisão de manter os juros americanos no intervalo de 3,50% e 3,75%. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (18/3) pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos),
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, as chances de manutenção da taxa eram de 98,9% por volta das 14 horas, ou seja, pouco antes do anúncio oficial do Fed, que ocorreu às 15 horas.
Havia, contudo, um ponto em aberto: quem votaria pelo corte das taxas. Os dissidentes prováveis eram Christopher Waller e Stephen Miran, indicados e aliados do presidente americano, Donald Trump. Havia a expectativa de que Michelle Bowman também engrossasse o coro dos que defendem juros menores já.
Na prática, porém, apenas Miran preferiu reduzir a meta para a taxa de juros dos fundos federais em 0,25 ponto percentual nesta reunião.
Guerra pesou
No comunicado divulgado nesta quarta-feira, o Fomc alertou que os “indicadores disponíveis sugerem que a atividade econômica tem se expandido a um ritmo sólido”. O órgão observou que a criação de empregos tem permanecido baixa e a taxa de desemprego apresentou pouca variação nos últimos meses. A inflação, contudo, permanece um tanto elevada.
O comitê, diz a nota, busca alcançar o máximo emprego e uma inflação de 2% no longo prazo. “A incerteza quanto às perspectivas econômicas permanece elevada”, afirmou o texto. “As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas.”
