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Negócios

"Americanas sem vergonha": sindicatos protestam contra varejista no RJ

Sindicalistas exibem cartazes com fotos do trio de acionistas de referência da Americanas, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira

03/02/2023 13:16, atualizado 03/02/2023 17:15
Editora Sextante/Divulgação
Carlos Alberto Sicupira, Jorge Paulo Lemann e Marcel Herrmann Telles em foto posada para lançamento de livro - Metrópoles

Um grupo de integrantes de sindicatos do comércio protestou na manhã desta sexta-feira (3/2), em frente a uma loja da Americanas na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.

Aos gritos de “Americanas sem vergonha”, os sindicalistas exibiam faixas e cartazes com fotos do trio de acionistas de referência da companhia, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

O trio de bilionários é dono da gestora de investimentos 3G Capital e de um patrimônio avaliado em cerca de R$ 160 bilhões. Eles detêm 31% das ações da Americanas e estiveram no controle da empresa por quase 40 anos.

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Vivendo a maior crise de sua história, a Americanas teve aprovado pela Justiça um pedido de recuperação judicial e está mergulhada em dívidas estimadas em mais de R$ 4o bilhões, com mais de 16 mil credores.

Em um dos cartazes, ao lado de uma foto em que os empresários aparecem sorridentes, havia a seguinte mensagem: “Bilionários, estão rindo de quê?”.

A manifestação acontece antes de uma reunião entre lideranças dos sindicatos e membros da diretoria da Americanas. O encontro estava previsto para começar ao meio-dia. Os sindicalistas pedem informações sobre a situação da empresa, a recuperação judicial aprovada pela Justiça e o futuro dos funcionários.

De acordo com o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, o objetivo do protesto é a defesa da manutenção dos empregos e da proteção dos trabalhadores.

“Queremos um plano de recuperação do qual possamos participar. Provavelmente, algumas lojas vão fechar e pessoas serão demitidas. Não queremos isso, mas, se acontecer, esperamos que todos os direitos sejam respeitados”, afirmou o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah.