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Negócios

Alta dos juros nos EUA pressiona e Bolsa cai a pior nível desde 2022

Nos Estados Unidos, uma nova alta nos juros levou a taxa básica para perto de 5%, a maior desde 2007; aperto monetário impactou a Bolsa

Repórter de Negócios22/03/2023 18:35, atualizado 22/03/2023 22:45
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Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida do painel da Bolsa de Valores de São Paulo

A decisão do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) de aumentar a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual já era esperada, mas isso não impediu que os investidores da Bolsa brasileira reagissem mal à notícia.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores do Brasil (B3), recuou 0,8%, aos 100.221 pontos. Com a queda, o mercado voltou para o pior patamar registrado desde julho de 2022.

Com a alta promovida hoje pelo Fed, os juros básicos da economia americana estão agora em um intervalo de 4,75% a 5% ao ano, o maior patamar desde 2007. É o 9º aumento consecutivo dos juros nos EUA.

“O sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente. Acontecimentos recentes devem resultar em condições de crédito mais restritivas para famílias e empresas e afetar a atividade econômica, as contratações e a inflação. A extensão desses efeitos é incerta. O comitê permanece altamente atento aos riscos de inflação”, diz o Fed, em comunicado.

O aperto monetário segue nos Estados Unidos e, por aqui, a expectativa é que o Banco Central decida manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, de olho nos riscos fiscais e inflacionários.

Os investidores continuam à espera do anúncio do novo arcabouço fiscal. Ontem (22/3), o presidente Lula disse que  “é preciso discutir um pouco mais” o novo pacote e que não é preciso “ter pressa” para tratar do assunto. A data provável de anúncio das regras orçamentárias, agora, é após o retorno de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de viagem da China, na semana que vem.

No dia, a desvalorização do petróleo e do minério de ferro no exterior também influenciaram a Bolsa brasileira. A Vale, ação de maior peso no Ibovespa, recuou 1% e a Petrobras encerrou o pregão com desvalorização de 0,5%.

Já entre os papéis que mais ganharam valor estão os das construtoras Eztec e MRV, que avançaram 4%. Os ganhos estão relacionados ao relançamento do programa Minha Casa Minha Vida e à perspectiva de queda nas taxas de juros no Brasil a partir do segundo semestre de 2023.

Dólar

O dólar encerrou a quarta-feira (22/3) com ligeira desvalorização de 0,2%. Com isso, a moeda americana está cotada em R$ 4,23.

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