Ações do Bradesco despencam após divulgação de balanço. Entenda
A avaliação no mercado após a divulgação do balanço do Bradesco é a de que os resultados foram mistos. Qualidade do crédito é preocupação
atualizado
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As ações do Bradesco negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) operavam em queda firme no pregão desta quinta-feira (7/5), no dia seguinte à divulgação dos resultados financeiros do banco referentes ao primeiro trimestre de 2026.
O Bradesco reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no período entre janeiro e março deste ano. O desempenho da instituição financeira representou crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado do banco veio em linha com a média das estimativas dos analistas, que giravam em torno de um lucro de R$ 6,7 bilhões nos três primeiros meses do ano.
Apesar do crescimento do lucro, alguns pontos do balanço do Bradesco preocuparam o mercado, especialmente questões como a qualidade do crédito.
Ações tombam
- Por volta do meio-dia (pelo horário de Brasília), as ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) recuavam 2,96% e eram cotadas a R$ 18,70.
- No mesmo horário, os papéis ordinários do banco (BBDC3) cediam 2,28%, a R$ 16,26.
- O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), recuava 1,67%, aos 184,5 mil pontos.
Resultados “mistos” do Bradesco
A avaliação predominante no mercado após a divulgação do balanço do Bradesco é a de que os resultados foram mistos. Segundo a XP, apesar do lucro acima do esperado no primeiro trimestre, houve alguns pontos de atenção como a qualidade do crédito e o consumo de capital.
De acordo com a corretora, a pressão sobre o crédito e a margem financeira abaixo da média das projeções do mercado consolidam a recomendação neutra para a ação do Bradesco, com preço-alvo de R$ 24.
Outros números
Ainda de acordo com o balanço do Bradesco, o ROAE (Return on Average Equity ou Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio, em tradução livre) ficou em 15,8%, uma alta anual de 1,4 ponto percentual.
Trata-se do indicador financeiro que mede a rentabilidade de uma empresa ao calcular o lucro líquido gerado em relação ao patrimônio líquido médio dos acionistas.
Segundo o Bradesco, a carteira de crédito expandida do banco somou R$ 1,1 trilhão no primeiro trimestre. As receitas totais foram de R$ 36,9 bilhões, um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2025. O índice de inadimplência acima de 90 dias, por sua vez, ficou em 4,2%.
De acordo com o balanço do banco, a margem financeira líquida foi de R$ 10,3 bilhões, com uma alta anual de 8,3%, enquanto a margem com clientes líquida subiu 7,7%, para R$ 9,8 bilhões.
O resultado operacional do Bradesco foi de R$ 8,7 bilhões, crescimento de 14,9% na comparação anual.
