À beira de recuperação judicial, Americanas deve R$ 2,4 bi ao BNDES

Americanas obteve linhas de financiamento entre 2016 e 2018 com o BNDES para investir em operação digital; dívida chega a R$ 2,4 bilhões

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Fernando Frazão/Agência Brasil
Sede do BNDES, no Rio de Janeiro
1 de 1 Sede do BNDES, no Rio de Janeiro - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na lista de credores da Americanas está o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição estatal que concedeu R$ 2,4 bilhões em financiamentos à varejista. A dívida total da Americanas é de R$ 40 bilhões.

Na semana passada, a varejista comunicou ao mercado a identificação de R$ 20 bilhões de diferença contábil em seu balanço. Os valores seriam de dívidas que não foram contabilizadas da forma correta pela Americanas. Ou seja: até semana passada, a empresa informava ao mercado um endividamento menor do que o real.

Desde então, os credores têm negociado com a empresa formas de receber tal passivo.

Apesar de ser um dos bancos que aparecem entre os que têm algo a receber da Americanas, o BNDES não é credor direto da empresa. A instituição estatal informou que a dívida de R$ 2,4 bilhões conta com a proteção de fiança bancária – ou seja, há um fiador por trás da operação que pagará a dívida, caso a Americanas não o faça.

É provável que o fiador em questão seja outro banco privado ou um conjunto de instituições financeiras. Em nota, o BNDES reforçou que “o banco não está exposto a qualquer risco”.

“De toda forma, de maneira preventiva, o BNDES encaminhará carta à empresa solicitando esclarecimentos”, diz o comunicado do banco.

Bancos tentam executar as dívidas

No final da última semana, o banco BTG Pactual foi o primeiro a tentar bloquear recursos da Americanas com o objetivo de garantir o pagamento de uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Para se proteger desse movimento, a varejista ingressou com um pedido na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, pedindo um prazo para negociar o passivo.

O juiz da 4ª Vara atendeu ao pedido e deu 30 dias para a Americanas decidir se entrará em recuperação judicial, processo em que uma empresa tenta negociar e alongar suas dívidas, a fim de evitar uma falência.

Nesse período, a Americanas ficará protegida de “toda e qualquer possibilidade de um bloqueio, sequestro ou penhora de bens da empresa”. Os pagamentos dos financiamentos também ficarão congelados.

O BTG tenta anular essa decisão na Justiça. Ontem, o banco protocolou um pedido de reconsideração, alegando que o bloqueio de R$ 1,2 bilhão foi feito antes da decisão da 4ª Vara, e por isso não estaria contemplado na proteção concedida à Americanas. A expectativa é que o pedido seja avaliado ainda nesta semana.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?