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Mundo

Zelensky diz que Ucrânia não reconhecerá decisão de cúpula EUA-Rússia

Ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que não faz sentido aceitar qualquer decisão tomada sem a presença de Kiev nas negociações

12/08/2025 15:00, atualizado 12/08/2025 20:11
Volodymyr Zelensky é presidente da Ucrânia
imagem colorida de Zelensky, presidente da Ucrânia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (12/8) que não reconhecerá nenhuma decisão tomada na reunião marcada entre o líder russo, Vladimir Putin, e Donald Trump, presidente norte-americano, sem a participação direta de Kiev. O encontro está previsto para esta sexta-feira (15/8), no Alasca, e deve discutir caminhos para encerrar o conflito iniciado em 2022, no leste europeu.

“É impossível falar sobre a Ucrânia sem a Ucrânia, e ninguém reconhecerá isso. Essa conversa pode ser importante para o caminho bilateral [Rússia-EUA], mas não podem decidir nada sobre nós sem nós. Espero que o presidente dos EUA entenda isso e leve em consideração”, disse Zelensky, durante um fórum.

Nessa segunda-feira (11/8), Zelensky já havia criticado a cúpula entre os líderes, parecendo desacreditar no envolvimento de Putin em esforços pela paz. O ucraniano afirmou que o líder do Kremlin não dá sinais de buscar a paz e que pretende usar politicamente o encontro com Trump como uma vitória pessoal.

Segundo ele, relatórios militares e de inteligência indicam que Moscou está redistribuindo tropas de forma a preparar novas ofensivas, e não um cessar-fogo.

“Até o momento, não há qualquer indicação de que os russos estejam se preparando para uma situação pós-guerra”, declarou.

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Presença de Zelensky foi descartada

Na última semana, a Casa Branca confirmou que Trump está aberto a reuniões tanto com Putin quanto com Zelensky, mas o republicano descartou a participação do ucraniano no encontro de sexta-feira.

O Kremlin já confirmou que a pauta principal será buscar uma solução de longo prazo para o conflito, e espera que uma nova reunião entre Putin e Trump ocorra em território russo.

Entretanto, autoridades russas criticaram a proposta de Kiev de antecipar uma reunião direta com Moscou, dizendo que seria “colocar a carroça na frente dos bois”.


Reunião entre Putin e Trump

  • A aproximação entre Washington e Moscou ganhou força após uma reunião de três horas entre o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o presidente russo, descrita como uma tentativa de encontrar “uma saída para a guerra”.
  • Os presidentes das maiores potências mundiais, Donald Trump e Vladimir Putin, irão se encontrar nesta sexta-feira (15/8), no Alasca, para discutir possíveis condições de um cessar-fogo na Ucrânia.
  • Alasca é considerado um território seguro para Putin, que é procurado internacionalmente pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra.
  • O encontro representa mais um capítulo da retórica de Trump de querer ser o grande “presidente da paz”.

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Donald Trump e Volodymyr Zelensky
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Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky
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Kremlin diz que Putin está 'pronto' para negociar com Zelensky
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Kremlin diz que Putin está 'pronto' para negociar com Zelensky

Contributor/Getty Images

Negociações seguem travadas

As negociações de paz mediadas pela Turquia seguem sem avanços expressivos.

A troca de prisioneiros foi até agora o único ponto com acordo mútuo, mas a Ucrânia retirou, sem explicação pública, os nomes de 1 mil soldados da lista para o próximo intercâmbio.

Para Zelensky, a postura russa permanece inalterada. “Se alguém está se preparando para a paz, não é isso que ele faz. Continuamos a manter nossos parceiros informados sobre a situação real no campo de batalha e sobre os planos de novas ações da Rússia”, afirmou.

No fim de julho, Trump chegou a dar um prazo de dez dias para que Putin implementasse um cessar-fogo, sob ameaça de impor tarifas a produtos russos.