Zelensky pede ajuda ao Parlamento italiano e faz apelo ao papa

O presidente da Ucrânia alertou que o objetivo da Rússia é avançar para o restante da Europa e pediu mais sanções

atualizado 22/03/2022 12:52

presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, realiza uma conferência de imprensa em Kiev, UcrâniaEmin Sansar/Anadolu Agency via Getty Images

Ajuda internacional e apelo ao Papa Francisco. O discurso do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao Parlamento italiano voltou a colocar o mundo, segundo o prisma dele, na rota da guerra.

Zelensky alertou que o objetivo da Rússia é avançar para o restante da Europa. “Para as tropas russas, a Ucrânia é a porta da Europa, onde eles querem invadir, mas a barbárie não deve passar”, argumentou.

Nesta terça-feira (22/3), o líder ucraniano participou de sessão do Parlamento da Itália por videoconferência. Ele aproveitou a ocasião para pedir mais sanções contra o presidente russo, Vladimir Putin.

Antes de discursar no Congresso italiano, Zelensky foi convidado a falar nos parlamentos dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Polônia, do Canadá, da União Europeia e no da Suíça.

“Apreciaríamos o papel de mediador da Santa Sé para acabar com o sofrimento humano” na Ucrânia, tuitou Zelensky após um telefonema com o papa e o discurso no parlamento.

“Sua Santidade sabe a situação humanitária difícil e o bloqueio dos corredores humanitários pelas tropas russas”, disse.

Guerra

O discurso ocorre em meio à guerra na Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro após a invasão russa. O conflito chega ao 27º dias sem indícios de ter fim.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmitro Kuleba, disse que a guerra deverá acabar em duas ou três semanas. Segundo o ministro, a Rússia tem poucos suprimentos para continuar a investida militar.

Nesta terça (22/3), o porta-voz do governo do Kremlin, sede do governo russo, Dmitri Peskov, pediu que as negociações fossem retomadas.

“Gostaria que as negociações fossem mais enérgicas, mais substanciais”, destacou o representante de Vladimir Putin.

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ONU dá ultimato

Prestes a completar um mês, o conflito no Leste Europeu parece longe do fim. A Organização da Nações Unidas (ONU) deu um ultimato para o fim da guerra e frisou que as negociações — que nos últimos dias estão estagnadas — devem continuar.

Nesta terça-feira, em entrevista a repórteres de agências internacionais de notícias, o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, cobrou categoricamente o fim da guerra na Ucrânia.

“Esta guerra não é vencível. Mais cedo ou mais tarde terá que passar dos campos de batalha para a mesa de paz. Isso é inevitável. A única questão é quantas vidas mais devem ser perdidas? Quantas bombas mais devem cair?”, alertou.

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