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Mundo

Zambelli envia carta a ministro italiano: "Acolheu a decisão injusta"

Ela citou ainda o ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmando que Nordio "acolheu a decisão injusta e sem provas de um juiz brasileiro"

09/10/2025 11:30, atualizado 09/10/2025 13:58
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Deputada Federal Carla Zambelli Metrópoles

Presa na Itália, a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) escreveu uma carta ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio, na qual o acusa de acolher “a decisão injusta e sem provas de um juiz brasileiro, que foi recentemente sancionado pelo presidente Trump”, em referência a Alexandre de Moraes.

“O Senado brasileiro está prestes a iniciar o processo de impeachment contra esse juiz da Suprema Corte”, afirmou Zambelli.

A carta foi divulgada nesta quinta-feira (9/10) pelo advogado de Zambelli, Fabio Pagnozzi, nas redes sociais.

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Na carta, Zambelli também diz que Nordio apoia o “Hamas, tráfico de drogas, terrorismo e Irã”.

“O senhor está ao lado que apoia Hamas, tráfico de drogas, terrorismo, irã, regimes narcoditadores como na Venezuela, ditadura de Cuba, entre outros pela América do Sul e África. De mãos dadas com o presidente que disse não à extradição de de Cesare Battisti, mesmo ele não sendo cidadão brasileiro”, afirmou Zambelli.

Ela citou ainda o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que Nordio “acolheu a decisão injusta e sem provas de um juiz brasileiro, que foi recentemente sancionado pelo presidente Trump”.

Prisão

A deputada federal está presa na Itália desde 29 de julho, após decisão do STF. Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por tramar a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023.

Para isso, ela contratou o hacker Walter Delgatti, responsável por invadir o sistema do Conselho e elaborar um falso mandado de prisão contra Moraes, assinado por ele mesmo. Segundo Delgatti, o objetivo era provar falhas de segurança no sistema eleitoral brasileiro.

Ao ser condenada, a congressista fugiu para a Itália, onde tem cidadania.