Pai reencontra bebê salvo por mãe em emboscada no México

Faith, de 7 meses, teve a vida salva pela mãe, que a escondeu no carro após massacre de famílias mórmons por cartel de drogas

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atualizado 06/11/2019 12:22

Christina Johnson ficou conhecida mundialmente, nessa terça-feira (05/11/2019), como uma heroína por salvar a vida da filha Faith, de 7 meses, após o massacre da família mórmon LeBaron, em uma emboscada no norte do México chefiada por um cartel de drogas. Ainda em luto, o pai da bebê, Tyler Johnson, pôde, finalmente, reencontrar a filha e o momento foi registrado nas redes sociais por familiares.

A avó e as tias de Faith compartilharam uma foto mostrando o momento em que a criança se reuniu com Tyler Johnson. Na imagem é possível vê-lo
com um enorme sorriso enquanto segura a pequena nos braços em um sofá da casa. “Meu filho Tyler se reuniu com Faith agora. Deus foi bom em poupar a vida dela. Ela é um anjo vivo e trouxe esperança para a nossa família“, comentou a avó, Connie LeBaron.

Faith sobreviveu por um milagre. De acordo com o jornal The Mirror, mais de 200 balas foram disparadas no momento da execução de três mães e seis filhos, que viajavam em três veículos. Membros da família relataram que Christina Johnson, de 29 anos, colocou um cobertor sobre Faith e jogou a cadeirinha no chão para protegê-la dos homens armados com rifles de assalto.

Ao sair do carro, a mulher chegou a levantar os braços em sinal de rendição e para mostrar que estava desarmada, mas em vão. Ela foi atingida à queima-roupa e morreu na hora. Fotos angustiantes divulgadas na internet mostraram os momentos após o ataque, com a SUV repleta de buracos de bala, uma mamadeira e a cadeirinha onde Faith estava cobertas de sangue.

Até então, a família pensava que mãe e filha haviam morrido, mas horas depois receberam a notícia de que a pequena havia sido encontrada com vida.

Massacre chefiado por cartel de drogas
O massacre ocorrido por volta das 13h da segunda-feira (04/11/2019), a cerca de 70 quilômetros ao sul da fronteira com os EUA, deixou nove mortos. Todos eram cidadãos norte-americanos. As mortes ocorreram em três locais diferentes e as autoridades atribuem a emboscada a um perigoso cartel de drogas que atua na região, que é fronteira entre os Estados Unidos e o México. A polícia investiga se as famílias foram confundidas com um cartel rival.

As vítimas eram membros do clã LeBaron, uma comunidade mórmon separatista que habita a Região Norte do México há mais de de 100 anos. Eles exigiram uma resposta dura do presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, e do presidente dos EUA, Donald Trump. Apenas um suspeito foi preso até o momento.

No primeiro carro seguia Rhonita Miller, 30, e quatro de seus filhos: Howard Miller, 12; Krystal Miller, 10; e as gêmeas Titus e Tiana Miller, de oito meses. A família seguia para Phoenix, Arizona, para buscar o marido dela no aeroporto, que voltava do trabalho na Dakota do Norte. Todos foram todos mortos quando a SUV conduzida por Rhonita Miller foi alvo de tiros. O carro foi encontrado carbonizado. Um familiar chegou a relatar que alguns membros da família foram queimados vivos.

Christina Johnson e Dawna Langford, 43 anos, seguiam em dois carros, viajando para o estado vizinho de Chihuahua, onde um casamento será realizado na sexta-feira (08/11/2019). As duas morreram. Dois filhos de Langford – Trevor Langford, 11, e Rogan Langford, 2 – também não resistiram aos ferimentos.

Além de Faith, seis filhos de Langford sobreviveram. Kylie, 14 anos, que levou um tiro no pé; Devin, 13, que não se feriu; McKenzie, 9, cujo braço foi atingido de raspão; Cody, 8, que levou um tiro no rosto e na perna; Jake, 6, que escapou sem ferimentos; Xander, 4, que levou um tiro nas costas; e Brixon, de 8 meses, que foi baleado no peito.

Em um ato de bravura, o jovem Devin escondeu seus irmãos e irmãs com galhos de árvores e caminhou por 23 quilômetros até a casa dele para pedir socorro. As cinco crianças feridas foram transportadas de avião para um hospital em Tuscon, Arizona, e um menino gravemente ferido foi transferido para um hospital em Phoenix.

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