Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Violência

Morre um dos principais líderes da Al Qaeda no Afeganistão

Abdul Rahim al-Mesri morreu após operação no sul do país que sofre onda de violência desde 2015 após Otan terminar operações na região

07/08/2018 11:33
Compartilhar notícia
Farida Amini/Anadolu Agency/Getty Images
Morre um dos principais líderes da Al Qaeda no Afeganistão

Um dos líderes mais importantes da Al Qaeda no Afeganistão, Abdul Rahim al-Mesri, morreu após operação das forças de segurança afegãs no sul do país. A morte ocorreu na noite de domingo (5/8) e foi divulgada nesta terça-feira (7).

“As forças especiais afegãs realizaram uma incursão noturna especial na aldeia de Khun-Bibi, no distrito de Garamsir (província de Helmand) e, como resultado da operação, morreu Abdul Rahim Al-Mesri, um membro experiente da Al-Qaeda”, afirmou comunicado do Gabinete do Corpo de Operações Especiais.

De acordo com o organismo, dependente do Ministério da Defesa afegão, durante o ataque foram mortos também mais seis alegados combatentes da rede terrorista e foram presas duas mulheres paquistanesas.

O porta-voz do Corpo de Operações Especiais, Abdul Qayum Nuristani, disse à agência de notícias espanhola EFE que Al-Mesri foi um dos mais importantes líderes da Al-Qaeda no país, onde dirigia as atividades de formação. Entre as suas funções, estava o estabelecimento de comunicações entre os membros do grupo no Afeganistão e combatentes de outros países.

“As nossas forças também apreenderam um grande número de documentos e informações digitais durante a operação”, disse Nuristani, que listou entre os objetos capturados oito computadores portáteis, 21 discos rígidos, 19 memórias USB, telemóveis, passaportes, bilhetes de identidade e manuais para construir dispositivos explosivos.

O Afeganistão vem enfrentando uma onda de violência desde janeiro de 2015, após a Otan terminar as suas operações de combate. Hoje, os principais atores do conflito afegão são os talibãs e o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), enquanto a Al-Qaeda praticamente desapareceu. (Com informações do jornal Expresso)