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O chefe da rede terrorista Al-Qaeda, Ayman al Zawahiri, convocou nesta segunda-feira (14/5) uma guerra santa muçulmana (jihad) contra os governos dos Estados Unidos e de Israel, em decorrência da inauguração da embaixada norte-americana em Jerusalém, realizada nesta tarde, em meio a protestos e confrontos. Na solenidade de abertura da representação dos EUA no país, houve a transmissão de discurso em vídeo do presidente Donald Tump.

Conforme ressaltou Zawahiri, os países islâmicos não conseguiram atuar a favor dos muçulmanos ao fazerem parte da Organização das Nações Unidas (ONU), já que a entidade reconhece Israel. Para ele, os líderes das nações aceitaram as resoluções da ONU no lugar da sharia, lei islâmica.

Em vídeo de cinco minutos, o líder terrorista diz que “Tel Aviv é também uma terra de muçulmanos”. Zawahiri descreve a Autoridade Nacional Palestina (ANP) como “vendedores da Palestina”. Além disso, o médico egípcio, líder da Al-Qaeda desde a morte de Osama bin Laden em 2011, convoca todos os seguidores a pegarem suas armas.

De acordo com o líder terrorista, o presidente dos EUA, Donald Trump, “foi claro e explícito” ao revelar “a face da Cruzada moderna”, reiterando que “apaziguamento não funciona com ele”.

Motivos do confronto
A cidade de Jerusalém é alvo de disputa entre israelenses e palestinos desde o Século 20. As embaixadas dos países ficam em Tel Aviv por um consenso internacional, que deixa a resolução dessa disputa para ambos os envolvidos.

A Palestina quer a parte oriental da cidade, de maioria árabe, como sua capital. Já Israel afirma que Jerusalém é indivisível, defendendo uma ligação milenar da cidade com o povo judaico.

Michel Temer
O presidente Michel Temer disse em seu Twitter “lamentar profundamente” o confronto que ocorreu nesta segunda, matando pelo menos 55 pessoas e deixando centenas de feridos. O chefe do Executivo aproveito para fazer um “chamado à paz”.

(Com informações das agências Ansa e Estado)

 

 

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