Jovem é condenada à prisão perpétua por matar seu estuprador

Chrystul Kizer matou Randy Volar com dois tiros na cabeça no ano passado. Alegou legítima defesa, mas argumento não foi aceito pelo juiz

atualizado 19/12/2019 9:46

Arquivo Pessoal

Uma jovem norte-americana de 19 anos foi condenada pela  à prisão perpétua por matar o pedófilo que a estuprou diversas vezes desde que ela era menor de idade. A decisão foi proferida pela Justiça de Wisconsin, nos Estados Unidos.

Chrystul Kizer matou Randy Volar, 33, com dois tiros na cabeça. O crime ocorreu na casa dele em Kenosha, em 5 de junho de 2018, quando ela tinha 17 anos. Após o assassinato, ela queimou o corpo e fugiu com o carro dele.

A jovem confessou o crime e alegou legítima defesa, mas o argumento não foi aceito pelo juiz do caso.

De acordo com a defesa, além de tê-la estuprado, Volar ainda a vendeu tráfico sexual quando ela tinha 16 anos. A promotoria alega que a jovem planejou o crime e que sua prática configura em homicídio doloso de primeiro grau. A pena previsa no estado é de prisão perpétua.

De acordo com a ABC, Chrystul não foi a única jovem que Volar estuprou. Ele havia sido preso em fevereiro de 2018 por assédio sexual contra menores. A polícia, no entanto, o liberou sem pagar fiança.

O estuprador ficou livre por mais três meses, mesmo sob investigação pelo abuso de dezenas de meninas negras durante toda a vida.

O caso polêmico abriu um debate nos Estados Unidos sobre o racismo e machismo na justiça americana. Uma petição foi aberta no site Change.org para que o juiz do caso anule todas as condenações contra Chrystul Kizer.

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