Em carta, menina acusa padrinho de estupros: “Não aguento mais”

Mãe da jovem registrou o caso na polícia após descobrir a carta que relatava os abusos. Crime ocorreu na residência do padrinho da vítima

atualizado 11/12/2019 17:03

O padrinho de uma menina de Ubajara, no Ceará, é suspeito de estuprar a própria afilhada. A mãe da vítima contou ter descoberto a violência apenas depois de ler uma carta na qual a adolescente relatava a uma colega de escola os abusos. Um boletim de ocorrência foi registrado pela mãe da adolescente e a Polícia Civil do Ceará (PCCE) afirma que está investigando o caso.

As informações são do portal G1.

Na carta, descoberta pela mãe, uma autônoma que trabalha em festas municipais pelo estado, a jovem faz um pedido de socorro para uma amiga. Ela afirma que os abusos aconteceram quando ela era criança e também neste ano. “Amiga, eu não aguento mais! Eu te disse naquele dia que o abuso aconteceu só quando eu era criança, mas não foi, não. Esse ano todo, eu sofri com esse monstro que é o meu ‘padrinho’ e eu não consigo mandar ele parar por medo de ele machucar o meu irmão. Eu sofri esse tempo todo calada, sem coragem de contar para alguém, até que decidi falar para ti”, desabafou a menina na carta.

“No papel, ela disse tudo o que estava passando. Eu não tinha ideia de que isso poderia estar acontecendo. Ela nunca havia me falado nada”, afirmou a mãe da adolescente.

A violência teria ocorrido na residência do padrinho, marido da irmã da mulher. Devido ao trabalho, contou, desde quando nasceu a filha costumava ficar na casa dos padrinhos.

“Ela sempre ficou lá. Por causa das viagens, geralmente ela ficava durante toda a semana na casa deles e, na sexta-feira, eu a buscava, para ficar conosco, com o pai e o irmão dela. Eu deixava ela na casa da minha irmã. Eles eram os padrinhos dela. Ele era como se fosse o segundo pai para ela, que viu minha filha crescer.”

A reação da tia
Ao reportar o caso para a irmã, a mulher afirmou que, apesar de ter acatado a denúncia, a irmã ainda continua morando com o suspeito. “Ela ficou triste quando eu falei para ela sobre o caso, cheguei a conversar nos dias seguintes, até aconselhando-a. Mas, depois de um tempo, não falei mais com ela. Eu acreditava que quando todo mundo soubesse, ninguém iria apoiar mais ele. Ela disse que tem vergonha de mim e da minha família por causa de tudo o que aconteceu, mas quem deveria ter vergonha é ele. Para mim, ele não é mais nada da minha filha. Ele é um monstro!”

Investigações
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social afirmou que inquérito policial foi instaurado na Delegacia Municipal de Ubajara para que o caso de estupro de vulnerável seja investigado. O órgão informou ainda que a Polícia Civil enviará o inquérito ao Poder Judiciário.

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